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Correio Braziliense

Dois indígenas morrem em atentado no Maranhão

Caciques da etnia Guajajara foram mortos a tiros enquanto trafegavam de moto pela BR 226


postado em 07/12/2019 18:34 / atualizado em 07/12/2019 19:13

(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Fernando Lopes/CB/D.A Press)
Dois caciques indígenas da etnia Guajajara foram mortos em um ataque a tiros na cidade de  na BR 226, região do município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís, neste sábado (07). De acordo com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular, o atentado foi registrado entre as aldeias Boa Vista e El Betel.

A Fundação Nacional do Índio (Funai) também confirmou a investida criminosa contra os indígenas. Foram mortos Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara. Além deles, outros dois indios foram feridos pelos disparos e socorridos para a Unidade de Pronto-Atendimento de Jenipapo dos Vieiras.

De acordo com informações publicadas nas redes sociais, por um indígena que se identifica como "Nelsi", as vítimas estavam em motocicletas quando os autores passaram em uma caminhonete branca e dispararam. “Ele (o autor) passou devagarzinho (de carro) perto de nós ali e quando chegou perto de nós ele atirou, deu dois tiros. E ele ainda atirou nele ali (Firmino Guajajara)", diz o índio.  

A Polícia Federal e a Funai, além da Polícia Militar e Civil, enviaram homens para a região. POr conta das mortes, indígenas protestaram e atacaram ônibus que passavam pela BR. Pelo menos um coletivo teria sido atingido por pedradas, que quebraram as janelas do veículo. A situação é tensa e as autoridades tentam negociar com os manifestantes. 

A via está fechada, em razão do protesto. Diversos motoristas estão parando na estrada e procurando rotas alternativas. A líder indígena Sônia Guajajara protestou por meio de uma rede social. "Até quando isso vai acontecer? Quem será o próximo? É preciso que as autoridades tenham uma olhar específico para os povos indígenas, vida estão sendo tiradas em nome do ódio e preconceito! Nenhuma gota mais de sangue indígena", escreveu.

Sérgio Moro comentou o caso:

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