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Correio Braziliense

Governo apostará em educação e no social para diminuir desigualdade

Em resposta ao relatório da ONU, governo brasileiro diz que há dois "Brasis'' e que um deles precisa ser melhorado


postado em 09/12/2019 15:00 / atualizado em 09/12/2019 17:23

O governo brasileiro reconhece a necessidade de criar estratégias para que essa população afetadas pela desigualdade não viva apenas de transferência de renda(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
O governo brasileiro reconhece a necessidade de criar estratégias para que essa população afetadas pela desigualdade não viva apenas de transferência de renda (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Após a divulgação dos dados do Relatório de Desenvolvimento Humano feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) nesta segunda-feira (9/12), o governo brasileiro, representado pela secretária executiva do Ministério da Cidadania, Ana Maria Pellini, reconheceu as desigualdades expostas no documento e disse que o Brasil estará voltado para corrigi-las. A secretária afirmou que acredita que a educação seja a saída e ainda disse que o governo estuda uma reformulação nos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.  

“Nós temos muitos Brasis. Temos um Brasil que se desenvolve e nos orgulha na área da ciência e tecnologia, mas temos um Brasil que ainda nos envergonha e temos que tomar ações para minimizar isso”, disse a secretária ao falar no lançamento do relatório, em Brasília, realizado no B Hotel. De acordo com o documento, o Brasil é o país que mais perdeu posições no ranking mundial quando as desigualdades são levadas em conta. Se o IDH brasileiro considerasse as desigualdades encontradas no país, ele cairia de 0,761 para 0,574, uma perda de 24,5%.

Pellini afirma que o governo brasileiro irá se voltar para debater os resultados do relatório e que reconhece a necessidade de criar estratégias para que essa população afetadas pela desigualdade não viva apenas de transferência de renda. “O governo estuda uma reformulação nos programas de transferência de renda para que a gente possa ter portas de saída pra todo mundo”, afirmou. 

Ela explicou que o foco seria trabalhar com as famílias que recebem o Bolsa Família, por exemplo, para que elas tenham oportunidade de saída desses programas e possam conseguir uma vida melhor por “meios próprios”. No entanto, a secretária garantiu que as pessoas que necessitam terão sua bolsa garantida. “Sempre haverá aquele que precisará do governo, mas quanto menor esse número melhor”, ressalta. 

Ainda em seu discurso, a secretária executiva afirmou que a educação é vista como a uma saída para equilibrar o país. “Todos os países que conseguirem vencer essa desigualdade se utilizaram da educação de qualidade. Por isso, este é um mantra nesse governo. Esse é o caminho, não se conhece outro para trazer toda a população para um patamar mais igualitário”, completa.

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