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Correio Braziliense

Um a cada cinco portadores do HIV não consegue revelar a doença ao parceiro

O estudo Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS revelou ainda que 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma de discriminação


postado em 10/12/2019 17:40 / atualizado em 10/12/2019 17:44

(foto: AFP/STR)
(foto: AFP/STR)
Um estudo feito pela primeira vez no Brasil revelou que cerca de 20% das pessoas que vivem com HIV ou com Aids não conseguem revelar aos parceiros fixos a sua condição por medo da discriminação. A pesquisa, que ouviu 1.784 pessoas em sete capitais do Brasil foi lançada, nesta terça-feira (10/12), pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O estudo Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/AIDS — Brasil também revelou que 64,1% das pessoas entrevistadas já sofreram alguma forma de discriminação pelo fato de viverem com HIV e AIDS. Muitas vezes o preconceito está dentro da própria casa. 41% do grupo diz ter sido alvo de comentários feitos por membros da própria família. 

“Usualmente a família é uma fonte de suporte, mas para muitas pessoas com HIV ou Aids não é assim. Muita discriminação ocorre no ambiente familiar. Não existem lugares plenamente seguros e livres de discriminação para pessoas vivendo com HIV e Aids“, afirma o diretor interino do Unaids no Brasil, Cleiton Euzébio de Lima. 

Para o diretor do programa, a pesquisa poderá ajudar a identificar como esse estigma se tornar uma barreira na prevenção e tratamento da doença. Segundo Cleiton, um dos dados que mais chamou atenção e mostra como o preconceito atinge a saúde dos soropositivos é a relação das pessoas que conviveram com problema de saúde mental nos últimos meses. 

Quase metade dos entrevistados, 47,9% declarou que foi diagnosticado com algum problema de saúde mental nos últimos 12 meses. 

O estudo inédito no Brasil existe há 10 anos e já foi realizado em mais de 100 países.

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