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Correio Braziliense

Ministro da Infraestrutura descarta greve dos caminhoneiros

Tarcísio Gomes de Freitas diz que ameaças de paralisação na segunda-feira são atos isolados, que não têm nada a ver com o pleito da categoria. ''Não terá adesão'', garante


postado em 13/12/2019 16:50 / atualizado em 13/12/2019 16:55

O ministro ressaltou que nota da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) repudia a greve(foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro ressaltou que nota da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) repudia a greve (foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, voltou a descartar a possibilidade de greve dos caminhoneiros, nesta sexta-feira (13/12), durante apresentação do balanço das ações da pasta em 2019. “Estou em contato diário com as lideranças. Os caminhoneiros têm paciência e estão aguardando as nossas ações”, disse. Parcela da categoria, liderada por Marconi França, faz reiteradas ameaças de uma paralisação na próxima segunda-feira.

O ministro ressaltou que nota da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) repudia a greve. “São atos isolados e que buscam outros interesses, com cunho político partidário. Não têm nada a ver com o pleito da categoria. Não teve adesão e não terá adesão”, garantiu.

Segundo Freitas, o fórum criado pelo ministério está debatendo caminhos e soluções para o problema das distorções de pesagem e outras demandas prioritárias da categoria. “A resolução do Ciot (Código Identificador de Operação de Transporte) vai ser publicada na semana que vem. Está na pauta da ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres) do dia 17”, disse. O Ciot é um instrumento que substitui documentos e elimina o atravessador, assegurando o piso mínimo do frete.

Outra demanda que está sendo atendida, conforme o ministro, é a revisão da tabela de piso mínimo. “Em janeiro, vai sair o novo estudo, incorporando as sugestões da categoria. Mas é preciso ficar claro que o governo não vai dar frete para ninguém, nem garantir preço, é o mercado que tem que se ajustar”, ressaltou.
 
Novo pré-sal

Freitas comentou sobre o marco do saneamento, cujo texto-base foi aprovado nesta semana pela Câmara dos Deputados. “É o novo pré-sal do Brasil. Os investidores estrangeiros percebem o setor como uma boa oportunidade. E é, porque o país está longe da universalização dos serviços”, afirmou.

Para o ministro, os investimentos em saneamento terão forte impacto fiscal por aliviar o sistema de saúde. “Além disso, vão mexer muito a construção civil, com geração de empregos. Agora, depende da aprovação. Vamos torcer para que transcorra bem no Congresso para esses investimentos se concretizarem”, assinalou. “Apetite há”, acrescentou.

Balanço

No balanço que fez das ações da pasta em 2019, Freitas enumerou as entregas. “Foram 27 leilões de ativos e a antecipação da prorrogação da concessão da ferrovia Malha Paulista. Isso representa R$ 9,4 bilhões em investimentos e R$ 5,4 bilhões de outorga”, destacou.

Para os próximos cinco anos, serão mais R$ 6 bilhões em outorga, segundo ele. Em 2020, o Ministério da Infraestrutura promete 44 leilões que representarão R$ 120 bilhões em investimentos ao longo do período das concessões.

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