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Chuva transforma ruas de BH em rios e causa prejuízos; veja imagens

O temporal começou na noite de quarta-feira e entrou madrugada a dentro. Ruas e estações de metrô precisaram ser temporariamente fechadas

Mateus Parreiras/Estado de Minas, Aissa Mac*/Estado de Minas, Maria Irenilda Pereira/Estado de Minas
postado em 02/01/2020 17:11
Carro encoberto por enxurrada em rua de Belo HorizonteMoradores de Belo Horizonte passaram a manhã e tarde desta quinta-feira (2/1) contabilizando os prejuízos causados por uma forte chuva que atingiu a capital mineira na noite de quarta e durou madrugada a dentro. Deslizamentos de terra, paralisação de trens e interdição de vias que, em alguns casos, se tornaram verdadeiros rios, foram algumas das consequências do temporal.

Ainda na noite de quarta-feira, a Defesa Civil municipal acionou o protocolo de fechamento de duas vias importantes da cidade: a Avenida Vilarinho, na Região de Venda Nova, e Avenida Tereza Cristina, Região Oeste.

O grande volume de água causou o transbordamento do Córrego Vilarinho. A avenida permaneceu fechada de 23h às 2h30. Ao menos um carro foi arrastado pela enxurrada. A plataforma do metrô ficou alagada (veja galeria de fotos abaixo), o que prejudicou as viagens e lotou as estações.

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Sujeira e esgoto

Pela manhã, a sujeira deixada pela enchente foi um problema para os passageiros, que tentavam desviar da lama na estação e ao longo da avenida. Era forte o cheiro de esgoto. Nas escadas de uma das entradas de um shopping da região, que também dá acesso à estação do metrô, foi possível ver que o nível da água foi alto.

No Anel Rodoviário, altura do bairro Jardim Montanhês, um barranco nos fundos da quadra de uma escola cedeu. O trecho está bloqueado e não há previsão para liberação. Já na região da Pampulha, um alagamento ainda interditava a pista da Avenida Otacílio Negrão de Lima, no Bairro Bandeirantes, no começo da tarde desta quinta.

Um bueiro entupiu e a região assoreada da Lagoa da Pampulha voltou a ter água. Na região Oeste, o Ribeirão Arrudas transbordou e por isso a Avenida Tereza Cristina também precisou ser fechada.

Prejuízos no metrô

Na Estação Vilarinho, do metrô, segundo a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o alagamento não só prejudicou a circulação dos trens no começo da manhã como causou muitos danos materiais.

A CBTU informou que, por causa da inundação dos trilhos, dois trens tiveram diversos equipamentos comprometidos e precisaram ser retirados de circulação. A água também queimou quatro máquinas de chave de aparelho de mudança de via (AMV), além de dois conjuntos de escadas e elevadores que dão acesso ao metrô na entrada da Avenida Vilarinho.

[SAIBAMAIS]Os trilhos também vão precisar de reparação. As britas, usadas para dar suporte aos dormentes e trilhos na via, foram levadas pela água e será necessário uma recomposição. Outra área que vai precisar de reparação é a grade de vedação de estacionamento de trens na Estação Vilarinho.

Segundo a CBTU, equipes de manutenção e operação trabalharam durante toda a madrugada para garantir a circulação dos trens na manhã de hoje. Mesmo com todo o esforço, só foi possível normalizar o transporte por volta das 07h30 da manhã. Por cerca de duas horas, apenas um trem acoplado operou entre as estações São Gabriel e Vilarinho.

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