Brasil

DF é destaque internacional com programa anti drogas nos Centros Olímpicos

A iniciativa foi realizada em parceria das Nações Unidas com a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do DF e apoio da Fundação Assis Chateaubriand (FAC) e Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte

Correio Braziliense
postado em 24/01/2020 06:00
Mariana apresentou, em Viena, resultados da parceria entre FAC e GDFResistir às pressões sociais para enfrentar a delinquência, lidar com a ansiedade e se comunicar efetivamente com colegas são alguns dos maiores desafios de jovens que vivem em regiões de vulnerabilidade social. Para ajudar esse público em vários países, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) desenvolveu uma metodologia inovadora com atividades que usam o esporte para prevenir e afastar jovens das drogas, violência e crime, estimulando a resiliência e outras habilidades para a vida, de forma lúdica. O Distrito Federal foi o primeiro lugar do mundo a testar essa experiência piloto, nos anos de 2017 e 2018, com um trabalho que envolveu o treinamento de 58 professores, que ministraram aulas esportivas para 972 jovens de 11 Centros Olímpicos e Paralímpicos. A iniciativa foi realizada em parceria com a Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer do DF e apoio da Fundação Assis Chateaubriand (FAC) e Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte (Idecace).

A iniciativa foi tão positiva que se espalhou por diversos continentes e incluiu a capacitação de mais de 850 profissionais, entre professores e técnicos esportivos, que disseminaram a metodologia para cerca de 11 mil jovens em cerca de 400 escolas e centros esportivos de 12 países: Brasil, Colômbia, República Dominicana, Quirguistão, Líbano, Peru, Palestina, África do Sul, Tajiquistão, Uganda e Uzbequistão. No Brasil, além de Brasília, o trabalho foi realizado em regiões de vulnerabilidade social no Rio de Janeiro, Niterói e São Paulo.

Mariana Borges, superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand, apresenta caso de sucesso com experiência piloto da iniciativa Vamos Nessa nos Centros Olímpicos e Paralímpicos do DF, durante evento global do projeto Line up, Live Up (em português, Vamos Nessa), realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) em Viena, na Áustria.

A experiência brasiliense foi um dos destaques desta quinta-feira (23/1) no evento global do projeto Line up, Live Up, traduzido para o português como Vamos Nessa e sediado em Viena, na Áustria. Representantes governamentais, organizações da sociedade civil e especialistas das Nações Unidas se reuniram esta semana na capital austríaca para falar sobre prevenção de crimes e violência entre jovens em situação de risco por meio do esporte. “Esse encontro é um marco chave para as Nações Unidas, permitindo-nos a compartilhar resultados e lições aprendidas em diferentes partes do mundo. Ter muitos desses parceiros reunidos nos permite ampliar os conhecimentos sobre uma prevenção efetiva de crimes e o papel que o esporte pode desempenhar nisso, além de nos inspirar sobre o que mais podemos fazer juntos para ajudar jovens a evitar violência e crime”, afirmou Marco Teixeira, coordenador global do programa UNODC Doha Declaration.

Mais sensibilidade com os jovens

Convidada para apresentar o exemplo do DF em Viena, a superintendente executiva da Fundação Assis Chateaubriand, Mariana Borges, falou sobre como sua equipe pedagógica contribuiu para o sucesso do Vamos Nessa em seis Centros Olímpicos e Paralímpicos sob gestão da entidade, em parceria com o governo local. “O esporte está cada vez mais sendo um aliado para gerar mudanças sociais e assim contribuir para a agenda global de desenvolvimento sustentável”, observou Mariana. Na avaliação dela, a metodologia usada pelo UNODC foi eficaz também para fortalecer o perfil dos profissionais treinados. “Aumentou a sensibilidade dos professores com nossos atletas e ampliou a capacidade de eles atenderem não só as necessidades esportivas dos alunos, mas de entender a realidade em que vivem, oferecer apoio emocional e fazer um encaminhamento adequado. Para os atletas, tem ajudado a fazer uma reflexão e prevenir que se envolvam com violência, drogas e crime.” Segundo Mariana, ainda há espaço em Brasília para continuar com esse trabalho nos Centros Olímpicos e até ampliá-lo para jovens em medidas socioeducativas. “Vale pensar em uma parceria com outras instituições nesse sentido. O programa desenvolve habilidades que são para a vida.”

Para o secretário de Esporte e Lazer do DF, Leandro Cruz, foi uma honra ter a capital do Brasil como o primeiro lugar no mundo a aplicar o Vamos Nessa. “Tivemos a honra de coloca-lo em prática nos nossos Centros Olímpicos e Paralímpicos, proporcionando assim para nossas crianças e jovens a oportunidade de crescimento e desenvolvimento de forma mais solidária, mais participativa, com uma séria discussão sobre a questão das drogas no Brasil”, ressaltou ele, que não esteve no evento, mas gravou um vídeo, apresentado aos participantes.

Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

Tags