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Correio Braziliense

Chuva em Minas: Defesa Civil confirma 37 mortos e 17 desaparecidos

Corpos de criança e mulher soterrados no Barreiro são encontrados; buscas continuam


postado em 26/01/2020 10:39 / atualizado em 26/01/2020 10:59

As busca por 17 desaparecidos continuam em Minas Gerais(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
As busca por 17 desaparecidos continuam em Minas Gerais (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
O Corpo de Bombeiros localizou mais um corpo de vítima do soterramento em Minas Gerais, na Vila Bernadete, no Barreiro, na manhã deste domingo (26/1). Com isso, o número de mortos em decorrência da chuva histórica que atingiu Minas nos últimos dias subiu para 37. Segundo a Defesa Civil, há 17 desaparecidos e mais de mil desabrigados.

É uma mulher, ainda sem identificação. Três pessoas permanecem desaparecidas no local.

Mais cedo, os militares já haviam resgatado o corpo de João Lucas, uma criança de aproximadamente 3 anos. No momento do desabamento, João Lucas estava acompanhado dos pais, Thiago e Kelly. Os corpos dos pais ainda não foram localizados. 

Na sexta-feira (24/1), um barranco desabou, atingiu as casas e soterrou sete pessoas. Quatro vítimas permanecem desaparecidas. 

A prefeitura de Belo Horizonte não considerava a Vila Bernadete, no Barreiro, uma área de risco e assume que recebeu às 16h30 de sexta-feira um chamado da Regional Barreiro, órgão da administração municipal, para vistoriar o local, mas priorizou outras ocorrências. 

Menos de cinco horas depois, o barranco foi abaixo, com saldo de dois mortos e cinco desaparecidos até a noite de sábado. Cerca de 50 famílias foram retiradas de suas casas. O prefeito Alexandre Kalil classificou o episódio como um “desastre natural” e informou que a força-tarefa da chuva vai continuar por tempo indeterminado, até a reconstrução da cidade.

A população da Vila Bernadete disse que tentou ligar para a Defesa Civil desde a madrugada de sexta-feira, avisando sobre uma escavação no quintal de uma casa que estava jorrando água e desmoronando. “Ligamos para a Defesa Civil e ninguém atendeu”, conta Valdirene Aparecida Diniz, de 49, que perdeu a casa. Segundo ela, a Polícia Militar (PM) foi ao local, às 12h30 e aconselhou a saída. Às 21h, as casas desceram junto com o barranco. As buscas por sobreviventes começaram apenas na manhã de sábado, quase 12 horas depois.

Kalil, que visitou o local na manhã de sábado, disse que o telefone da Defesa Civil estragou na tarde de sexta-feira, quando o órgão público recebeu mais de 500 chamadas relacionadas à chuva, considerada a mais intensa já registrada em BH no período de 24 horas. O prefeito não soube precisar por quanto tempo o telefone da prefeitura ficou indisponível.

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