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Correio Braziliense

Dia D de vacinação do Sarampo será neste sábado; veja onde se vacinar

Na 1ª infância, mais de 800 mil ficaram sem imunização em 2019. Somados aos adultos, aproximadamente 10 milhões estão desprotegidos


postado em 15/02/2020 07:00 / atualizado em 15/02/2020 09:26

(foto: Cícero Lopes/CB/D.A Press)
(foto: Cícero Lopes/CB/D.A Press)
A baixa adesão às campanhas de vacinação contra o sarampo tem impactado no combate à doença no Brasil. O objetivo do Ministério da Saúde era ter zerado os casos ainda no ano passado. Mas, nesta sexta-feira (14/2), foi anunciada a primeira morte em decorrência do vírus: David Gabriel dos Santos, de 8 meses, o primeiro óbito pela doença neste ano. O bebê morreu em 6 de janeiro, depois de ficar 16 dias internado. Ele morava em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, região com o maior número de incidências do Rio de Janeiro e, como muitas crianças, jovens e adultos, também não havia recebido a vacina. Existem outros 336 registros da doença confirmados em todo o país.
 
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“A campanha foi preparada para eliminar a circulação do sarampo no território nacional. A segunda fase, direcionada para o público de 20 a 29 anos, teve uma adesão muito baixa. Foram distribuídas cerca de 9 milhões de doses, mas aplicamos pouco mais de 1,8 milhão”, lamentou o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Mais de 824 mil crianças, de 2 a 4 anos, também ficaram sem a imunização em 2019. Somado ao público de adultos de 20 a 29 anos que deixou de se vacinar, foram contabilizados 10,25 milhões de brasileiros desprotegidos contra o sarampo.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro, desde o lançamento da campanha “RJ contra o Sarampo”, em janeiro, apenas cerca de 10% do público-alvo foi imunizado. O secretário de Saúde Edmar Santos reforçou que a população do estado deve se vacinar contra o sarampo, que registrou 20 casos em 2018; 333 em 2019; e outros 189 em 2020. “A previsão é de que o Rio ultrapasse 10 mil casos de sarampo. E esse número só pode ser evitado por meio da vacinação”, alertou.

O Brasil confirmou 337 pacientes com a doença em 2020. No acumulado do ano passado, foram registrados 18.203 casos positivos para o vírus e 15 óbitos, sendo 14 no estado de São Paulo e um em Pernambuco. A maioria dos contágios aconteceu em São Paulo, no Paraná, no Rio de Janeiro, em Pernambuco, em Santa Catarina, em Minas Gerais e no Pará.

Mobilização nacional

Apesar do baixo índice de vacinação, o brasileiro tem neste sábado (15/2) uma chance de se proteger contra a doença: é o Dia D da nova Campanha de Vacinação contra o Sarampo. Mais de 42 mil postos de saúde estarão abertos para imunizar crianças e jovens de cinco a 19 anos, público-alvo desta primeira etapa das ações, coordenadas pelo Ministério da Saúde. Até o dia 13 de março, a meta é vacinar 3 milhões de pessoas nesta faixa etária.

O secretário executivo da pasta, João Gabbardo, chamou a atenção para o fato de que, mesmo com o alerta do novo coronavírus, o Brasil tem desafios epidemiológicos que não podem ser negligenciados. “A morte desta criança é tragicamente o maior alerta para que os pais levem seus filhos aos postos de vacinação, abertos neste sábado em todo o país”.

Com base nos últimos estudos, o ministério compara que, enquanto o novo coronavírus tem capacidade média de transmissão para até duas pessoas, no caso do sarampo, um único infectado é capaz de repassar a doença para outras 18 pessoas.

Coronavírus

Na contramão das recentes divulgações dos órgãos chineses, o Brasil fechou a semana com o menor número de casos suspeitos de coronavírus desde que o Ministério da Saúde passou a divulgar relatórios diários. A presença do Covid-19, nome científico do novo vírus, é investigada em quatro pacientes.

Dois casos são provenientes do Rio Grande do Sul, um de São Paulo e outro do Paraná. Ao todo, 43 casos foram descartados em todo o Brasil e não há confirmação da presença da doença. Apesar da queda, a chegada do inverno pode fazer com que os números voltem a subir e, por isso, as atenções do governo para combater o vírus continuam.

“Temos uma emergência de saúde pública internacional e estamos mobilizados. No entanto, não se trata de uma pandemia. Os casos de novo coronavírus estão concentrados no território chinês”, repetiu o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Depois da província de Hubei, na China, mudar a metodologia de diagnóstico, usando os critérios clínicos radiológicos e epidemiológicos para considerar os casos como possíveis positivos, o número de confirmações disparou. Até a última atualização desta sexta-feira (14/2), a presença do coronavírus foi detectada em 63.851 pessoas em toda a China continental, sendo registradas mais de 1,3 mil mortes.
 

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