Brasil

São Clemente e Vila Isabel fazem referência a Brasília durante desfiles

Noite de segunda-feira (24/2) na Sapucaí teve emoção e muita memória para a capital do país

Vera Batista, Bruna Lima
postado em 25/02/2020 00:35
 (foto: Vera Batista/CB/D.A. Press)
(foto: Vera Batista/CB/D.A. Press)
carro alegorico de carnavalA Unidos da Vila Isabel deixou a passarela em ritmo de comemoração antecipada. "É campeã", gritavam os integrantes. Com enredo "Gigante pela própria natureza: Jaçanã e um índio chamado Brasil ", dos compositores Cláudio Russo, Chico Alves e Júlio Alves, a azul e branco do bairro de Noel Rosa homenageou Brasília.

No refrão, a letra destaca: "Ô viola! A sina de preto velho/É luta de quilombola, é pranto, é caridade/ Ô fandango! Candango não perde a fé/ Carrega filho e mulher/Para erguer nova cidade". A poesia também chama a capital federal de "jóia rara prometida".
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Na comissão de frente, a escola introduziu o curumim-Brasil que se transformou em um grande guerreiro guiado pela força de seus antepassados. Na passarela, a Vila Isabel mostrou superação à crise financeira e não levou voto de protesto ao Governo do Distrito Federal, que não fez o investimento de R$ 4 milhões esperado pelos sambistas.

Pelo comentarista de carnaval brasileiro, Milton Cunha destacou a grandiosidade dos veículos e definiu como "inteligente" o reaproveitamento de parte da estrutura e dos materiais do ano passado. "Me parece ser o melhor conjunto de abertura", opinou Milton.

Protesto com humor

A primeira escola a entrar na Marquês de Sapucaí nesta segunda-feira (24/2) de certa forma também direcionou os holofotes à Brasília, centro dos três poderes. A São Clemente contou "malandragens e trambiques" de acontecimentos reais da história brasileira, desde o período colonial à atualidade, falando sobre os laranjas na política e a era das fake news. O ator e comediante Marcelo Adnet, um dos compositores do samba-enredo da São Clemente, desfilou fantasiado de presidente do Brasil.

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