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Defesa Civil de SP informa que já são 41 mortos na Baixada Santista

O estado disponibilizou 30,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária aos municípios afetados

Agência Brasil
postado em 07/03/2020 16:34
O estado disponibilizou 30,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária aos municípios afetadosA Defesa Civil de São Paulo informou que as chuvas extremas que incidiram sobre a região da Baixada Santista na madrugada de terça-feira (3) provocaram, até o momento, 41 mortes (sendo 1 não identificado) e 39 pessoas continuam desaparecidas. Três municípios foram atingidos pelas chuvas: Guarujá, Santos e São Vicente. O número atual de desabrigados é de 253 em Guarujá e 185 em Santos.

O estado disponibilizou 30,5 toneladas de materiais de ajuda humanitária aos municípios afetados, sendo: 15,6 toneladas (colchões, cobertores, cestas básicas, roupas, água sanitária, kits de limpeza, kits de higiene e água potável) para o depósito do Fundo Social de Santos de onde serão distribuídos, mediante solicitação, às defesas civis municipais; 11 toneladas para Guarujá; 2,9 toneladas para Peruíbe e 1 tonelada para Santos.

Também foram disponibilizados equipamentos de proteção individual (luvas de raspa e capacetes) e baldes para o mutirão de voluntários que está atuando em apoio às equipes de salvamento em Guarujá.

Para o domingo (8), as condições de chuva começam a mudar um pouco, com a ocorrência de pancadas de intensidade fraca-moderada à tarde e à noite por toda a região. Apesar do aumento da intensidade, elas ocorrem de forma pontual e rápida, não excedendo os 5mm. Mesmo assim, permanece a atenção quanto a novos deslizamentos por conta do solo continuar úmido na região.
Nos últimos dias choveu pouco na região e a previsão é que este sábado continue com sol entre nuvens, com possibilidade de chuviscos isolados apenas no período da noite, sem o risco de temporais. No domingo, o tempo muda e há possibilidade de ocorrências de pancadas com intensidade fraca a moderada, à tarde e à noite, em toda a região. O estado de atenção permanece quanto a novos deslizamentos porque o solo continua úmido na região.

Apenas no verão deste ano, o total de mortes por chuvas no Sudeste - São Paulo, Rio, Minas e Espírito Santo - já chegou a pelo menos 146 - 78% a mais do que no verão passado, quando houve 82 vítimas. Dados da Defesa Civil compilados pelo Estado também apontam que a região já conta com mais de 87 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas.

Chuvas extremas como as observadas na região devem ser cada vez mais comuns em todo o mundo em decorrência das mudanças climáticas. Cientistas chamam essa condição de "o novo normal".

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