Brasil

Coronavírus: "É fake news", assegura Mandetta sobre áudio atribuído a ele

Ministro da Saúde pediu para pessoas não acreditarem em áudio nenhum atribuído a ele em grupos de WhatsApp. "Não sei nem gravar", disse

Alessandra Azevedo
postado em 22/03/2020 18:49
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, desmentiu fake news neste domingoO ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, negou que tenha enviado áudio de WhatsApp sobre o suposto pico de contaminação por coronavírus nesta semana. "É mais uma fake news para a coleção das fake news, das mais idiotas, que acontecerão durante esse período de caminhada pela frente", disse neste domingo (22/3).

O ministro disse que não pretendia participar da divulgação dos novos dados referentes à doença nesta tarde, para poder descansar, mas, assim que soube do áudio fraudulento que circulava, decidiu ir para fazer o desmentido.

Mandetta pediu para as pessoas não acreditarem no aúdio e assegurou que não costuma enviar esse tipo de mensagem "nem para a esposa". "Não sei nem como se faz isso (gravar áudio no celular)", ressaltou, acrescentando que não achou também a voz da gravação parecida com a sua.

[SAIBAMAIS]No áudio falso, um homem com voz parecida com a do ministro alerta que esta semana seria a "mais crítica para a transmissão do vírus" e convoca todos a ficarem em casa para "virar o jogo".

Na coletiva deste domingo, o ministro ressaltou mais de uma vez para as pessoas ficarem atentas para não acreditar em fake news. "Quem faz isso é uma pessoa má, que não sabe o sofrimento que provoca (com ações assim)", lamentou.

Brasil registra 25 mortes

O número de casos confirmados de coronavírus no Brasil chegou a 1.546 neste domingo. Até o momento, 25 pessoas morreram em decorrência da Covid-19: 22 em São Paulo e três no Rio de Janeiro. Há casos confirmados em todos os estados. O topo do ranking está com São Paulo, que registra 631, seguido pelo Rio de Janeiro, com 186.

Segundo os dados já disponibilizados ao ministério, o Distrito Federal teria 117 casos confirmados. No entanto, após a divulgação do balanço nacional, a Secretaria de Saúde do DF atualizou o número para 126.

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