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Correio Braziliense

Mandetta: 'Saio na hora que Bolsonaro achar que eu não devo mais trabalhar'

Mandetta ainda afirmou que Bolsonaro quis chamar atenção de todos e fez um apelo para que a sociedade se preocupe também com a economia


postado em 25/03/2020 18:13 / atualizado em 25/03/2020 22:07

(foto: Marcos Correa/PR)
(foto: Marcos Correa/PR)
Durante a coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (25/3) pelo Ministério da Saúde, o gestor da pasta, Luiz Henrique Mandetta, declarou que não deixará o cargo após o polêmico pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta terça (24/3), que contrariou medidas recomendadas pela pasta.

"Eu saio daqui na hora que o presidente achar que eu não devo mais trabalhar, ou se tiver doente, ou no momento que esse período todo de turbulência tenha passado e eu achar que eu possa não ser mais útil", afirmou Mandetta ao responder boatos de que poderia deixar o cargo de ministro.

Mandetta ainda afirmou que Bolsonaro quis chamar atenção de todos e fez um apelo para que a sociedade se preocupe também com a economia. "Vejo nesse sentido a grande colaboração da fala do presidente. Chamar atenção de todos que é preciso pensar na economia", avaliou.
 
Apesar de não confirmar uma mudança de orientação em relação ao isolamento, Mandetta criticou a forma como a “quarentena” foi adotada no país. "Temos que melhorar esse negócio de quarentena. Ficou muito desarrumado, não ficou bom. Foi precipitado, foi cedo. Ficou uma sensação de entramos e como saímos?", criticou.  
 
Para o ministro, é normal que a haja erros ou “projeções questionáveis” quando se fala em quarentena já que a última vez que o Brasil fez o uso da medida por saúde foi em 1917 em decorrência da gripe espanhola.

Isolamento vertical 

O Ministério da Saúde ainda disse que o isolamento vertical será implementado se o corpo técnico do órgão "achar que esse é o melhor caminho". No entanto, a pasta não confirmou o mudança de orientação e diz estar estudando todas as possibilidades.


Nesta quarta (25/3), pasta registrou 57 óbitos e 2.433 casos confirmados. A taxa de letalidade do vírus no Brasil também cresceu e, atualmente, é de 2,4%. 

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