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Correio Braziliense

Mutirão entrega kits de higiene e marmitas a motoristas de caminhão

Em meio ao surto, os profissionais sofrem com a falta de alimentação na estrada


postado em 28/03/2020 14:53

(foto: Juarez Rodrigues/EM/D. A Press)
(foto: Juarez Rodrigues/EM/D. A Press)
Para orientar os caminhoneiros quanto a medidas de segurança na luta contra o coronavírus, o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) promove, neste fim de semana, uma mobilização em vários lugares do Brasil. Serão distribuidos produtos de higiene e de alimentação aos motoristas, principalmente aos caminhoneiros, que têm enfrentado dificuldades em razão das restrições impostas ao funcionamento de estabelecimentos comerciais em todo o país. 

 

Neste sábado (28/3), a equipe do Sest/Senat, em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), estará a partir das 17h no Auto Posto Chaves (Petrobrás), Rodovia BR-060, em Brasília. Nos próximos dias, os policiais estarão em 135 pontos estratégicos no país. “Todos estão enfrentando problemas, mas precisamos ajudar nossos caminhoneiros para que não falte alimentos para todos nós daqui para a frente”, diz o presidente do conselho regional do Sest/Senat, Rubens Lessa.

 

A PRF não tem se envolvido na regulação dos comércios de beira de estrada, ficando sempre sob responsabilidade dos donos de estabelecimento a opção de trabalhar ou ficar em quarentena. Mesmo assim, muitos comerciantes escolheram ficar com portas fechadas ou apenas trabalhar no fornecimento de marmitex. “As pessoas têm que seguir as orientações das autoridades de saúde. Não há nenhuma determinação da Polícia Rodoviária em relação aos restaurantes das estradas”, diz o inspetor da PRF, Aristides Júnior. 

 

Motorista há 24 anos, Daniel Sorriso, de 42, tentou se virar do jeito que conseguiu para comer e dar manutenção ao seu veículo. Ele viajou de Belo Horizonte para Ipatinga e andou muito para achar um restaurante aberto. “Mesmo assim, nos ofereceram apenas um marmitex frio. A alimentação nesse período do coronavírus tem sido dificuldade. Também foi difícil encontrar um banheiro”. Ele esteve há várias horas parado à espera de um conserto mecânico no caminhão, já que a oficina estava trabalhando com metade da equipe. 

 

Daniel também se precaveu em relação à transmissão da doença. Em seu caminhão, ele dirige com luvas e usa máscaras, além do tradicional álcool em gel, que ele aplica a todo momento no painel da cabine. “Temos que estar protegidos. Sempre evito contato direto com outros caminhoneiros”. 

 

*Com informações do Estado de Minas  

 

 

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