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Correio Braziliense

Navio Costa Fascinosa continua em quarentena no Porto de Santos

Chega a nove o número de desembarques para atendimento de urgência por suspeita de coronavírus


postado em 01/04/2020 19:02 / atualizado em 01/04/2020 19:04

(foto: CVC/Divulgacao)
(foto: CVC/Divulgacao)
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta quarta-feira (1°/4), que mais dois tripulantes do navio Costa Fascinosa foram desembarcados por suspeita de contaminação pelo novo coronavírus. Com isso, chega a nove o número de desembarques para atendimento de urgência. O número de casos suspeitos de Covid-19 no navio Costa Fascinosa diminuiu de 35, na última segunda-feira (30/3), para 31 na tarde de hoje (1º/4). 

A redução se deve ao fato de que alguns dos tripulantes deixaram de apresentar os sintomas de infecção pelo novo coronavírus. A embarcação, da empresa Costa Cruzeiros, tem bandeira italiana e está em quarentena no Porto de Santos desde 19 de março, quando a Justiça impediu o desembarque de passageiros. Atualmente, 757 tripulantes estão a bordo.

Os novos desembarques foram comunicados ao município de Santos, a autoridades do estado de São Paulo e também para a autoridade portuária. O desembarque, segundo a legislação em vigor, só é permitido para atendimento de urgência em serviço hospitalar. Na semana passada, sete passageiros precisaram desembarcar. A situação, segundo a Anvisa, é monitorada diariamente e a ocorrência de novas inspeções depende da evolução dos casos. 

O prazo de quarentena de 14 dias é reiniciado toda vez que um novo caso sintomático é registrado, o que significa que não há previsão para que ele acabe. A última vez que isso ocorreu foi na última segunda-feira. O navio já tem à disposição kits de teste rápido de Covid-19, mas eles só poderão ser utilizados quando um plano detalhado dos procedimentos a serem seguidos for apresentado à Anvisa. Quando os testes começarem a ser feitos, uma nova inspeção do navio será realizada pela autarquia.

Na terça-feira, a Anvisa impôs uma série de medidas para tentar diminuir a contaminação no navio. Dentre elas está o isolamento de todos os tripulantes com sintomas respiratórios como tosse, dor de garganta, coriza e congestão nasal, mesmo que não apresentem febre. Os casos suspeitos devem ser colocados em quartos com varanda. Também é obrigatório reforçar diariamente por meio de aviso sonoro a obrigação de distância obrigatória de 2m entre as pessoas, além de promover a desinfecção dos ambientes e manter dispensadores de papel toalha e sabonete líquido abastecidos.

O navio também é obrigado a fornecer Equipamento de Proteção Individual (EPI) para a equipe que trabalha na lavanderia, para proteger braços e pernas. Os trabalhadores do setor devem utilizar máscara, luvas, óculos e toucas para o manuseio de roupas, lençois, toalhas e panos de limpeza. Luvas também devem ser utilizadas por aqueles que fazem a limpeza das cabines. 

Os sistemas de ar-condicionado devem ser desinfetados e os filtros do sistema de ar que abastece a cozinha e as cabines, trocados. A Anvisa determinou também que seja utilizado álcool 70% na limpeza de corrimões e botões de elevadores e que todos os bebedouros sejam isolados. Para hidratação, cada tripulante deve contar com garrafas de água.

A embarcação deve enviar diariamente para a Anvisa informações sobre a medição de temperatura dos tripulantes e a localização das cabines com casos suspeitos e pessoas que não possuem sintomas.

*Estagiário sob a supervisão de Roberto Fonseca

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