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Correio Braziliense

Coronavírus: empresa mineira produz respiradores inteligentes

Iniciativa pretende construir cerca de 5.000 aparelhos em um prazo de 70 dias para distribuição em unidades de saúde


postado em 06/04/2020 22:10

(foto: Tacom/Reprodução)
(foto: Tacom/Reprodução)
Diante da pandemia do novo coronavírus e o colapso previsto do sistema de saúde pela falta de respiradores, a empresa mineira Tacom, especializada em soluções de mobilidade, criou o projeto social inspirAR. A iniciativa pretende desenvolver respiradores inteligentes, de fácil manuseio, para unidades de saúde que necessitem.

Com base em outros países que enfrentam há mais tempo a pandemia da COVID-19, a empresa prevê um alto déficit de respiradores no Brasil entre abril e junho deste ano. Por isso, o projeto pretende produzir, inicialmente, 500 equipamentos até o final de abril. Um dos sócios da empresa, Marco Antônio Tonussi, explicou ao Estado de Minas que ainda não foi definido se a produção será distribuída em todo o Brasil ou restrita a MG. “Depende de como será a produção e se conseguiremos cumprir a meta de  5.000 aparelhos em um prazo de 70 dias”, completou.
 
Os equipamentos inteligentes não necessitam de uma pessoa para operá-los, o que libera os profissionais da saúde para atuarem no procedimento de ventilação mecânica e atenderem pacientes em estado grave. De acordo com a empresa, os aparelhos também reduzem o risco de contaminação dos médicos e enfermeiros, pois são capazes de isolar o ar contaminado, expirado pelo paciente, por meio de um sistema de exaustão a vácuo.
 
O equipamento ficará conectado a um display de 10 polegadas para visualização e programação do médico. O aparelho também será interligado, por wifi, a um centro de controle e monitoramento de cada leito por um médico supervisor.
 
Marco Antônio Tonussi conta que o protótipo do respirador já foi desenvolvido, mas que a empresa busca reduzir os custos para iniciar a produção em massa. Marco também explica que a Tacom aguarda a homologação da Anvisa para que a fabricação em escala industrial comece. 
 
Entre os apoiadores do projeto estão o Hospital Mater Dei, a Fhemig e a Santa Casa de Misericórdia de Barbacena. 

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