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Correio Braziliense

Penitenciária em BH se prepara para atender possíveis casos de coronavírus

Estado preparou duas áreas na Nelson Hungria para atender possível demanda


postado em 07/04/2020 14:54 / atualizado em 07/04/2020 15:05

(foto: Sejusp/Divulgação)
(foto: Sejusp/Divulgação)
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) está concluindo as reformas de duas áreas do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana, para serem transformadas em um Centro de Referência em Saúde no Combate ao Coronavírus. A iniciativa tem como objetivo prevenir a disseminação da COVID-19 dentro do sistema carcerário, que, segundo as autoridades, atualmente ainda não possui nenhum caso confirmado da doença.

A medida do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) pretende deixar um espaço específico em condições de uso para atendimento de presos que possam ser contaminados com o coronavírus. A adaptação deste espaço foi concluída nesse sábado (4).

Enquanto durar a pandemia do Covid-19, o Centro de Observação Criminológica (COC) — onde eram feitos os encaminhamento de detentos recém-chegados na Nelson Hungria —   que possui 71 camas, será adaptado e funcionará como uma extensão da enfermaria.  

Até então, o local contava apenas com a enfermaria do complexo penitenciário que tem capacidade para 25 detentos e também está em fase de adaptação. As obras no espaço devem ser finalizadas nesta quarta-feira (8). 

O diretor-geral do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, Rodrigo Malaquias, explica que a reforma do COC, já finalizada, foi executada em apenas quatro dias, em dois turnos de trabalho de seis horas cada. Todas as obras foram realizadas com a mão-de-obra de 25 presos, materiais da Sejusp e doados por empresários de Contagem. 

Ao todo, 30 unidades de referência foram criadas no sistema prisional do estado. Durante a pandemia, as unidades de referência funcionarão como centros de triagem e porta de entrada para novos detentos do sistema prisional.

Todas as pessoas que forem presas em Minas Gerais irão para uma unidade específica em cada região e ficarão, por um período de 15 dias, em quarentena e observação. De acordo com a Sejusp, a medida visa evitar o contato com presos de outras unidades. 
 
 

Outras medidas


A Sejusp afirma que tem se preparado através de uma série de medidas para evitar a disseminação do vírus no ambiente prisional. Entre elas, a suspensão de visitas  com o objetivo de diminuir  a circulação de pessoas externas. 
Também tem ficado a cargo das unidades prisionais a entrega de kits suplementares contendo alimentos e ou remédios, entre outros itens. Neste caso, o objetivo é evitar a circulação de materiais contaminados. 

Outra medida foi dilatar as escalas de trabalho de forma a diminuir a circulação de profissionais. Também para prevenção, equipamentos de Proteção Individual (EPI's) estão sendo distribuídos nas estruturas prisionais. Além disso, qualquer preso que apresente algum sintoma gripal está sendo testado e isolado dos demais para evitar a possível propagação do vírus no ambiente prisional.

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