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Correio Braziliense

Morte do menino João Pedro, baleado por policiais, gera comoção na internet

O corpo do adolescente de 14 anos, que desapareceu após ser baleado em operação no Rio e levado por um helicóptero, foi localizado nesta terça-feira


postado em 19/05/2020 16:01 / atualizado em 19/05/2020 19:05

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)
Artistas e políticos lamentaram nas redes sociais mais uma morte provocada por policiais nas favelas do Rio de Janeiro. A tristeza e os pêsames pela perda de João Paulo Mattos, 14 anos, se misturou à indignação e a críticas às Polícias Militar e Civil e ao governador do Rio, Wilson Witzel. A hashtag #OndeEstaJoaoPedro e o nome do menino lideraram os trending topics do Twitter na manhã desta terça-feira (19/5).

"Até quando vamos continuar perdendo os João Pedros deste país?", publicou a atriz Thaís Araújo. "O Estado Brasileiro mata. Diariamente. Aos montes. Até tudo virar 'apenas' número. Gente não é número. Gente tem nome, tem vida, tem história. Hoje foi o João Pedro. João Pedro não é um número", compleotu.

"Meu coração sangra pela família do menino João Pedro! Todo dia a favela chora de alguma forma! Todo dia o povo preto sofre de alguma forma! Todo dia nos matam um pouco de alguma forma! Chega de genocídio! Chega!", postou Anielle Franco, professora e ex-companheira da vereadora e socióloga Marielle Franco, assassinada em 2018. 

A repercussão na internet começou desde a noite de segunda-feira (18/5), quando João Pedro foi baleado durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ). Após ser atingido, ele foi levado por um helicóptero e a família só conseguiu localizar o corpo na manhã desta terça-feira, no Instituto Médico Legal (IML). Em entrevista à tevê, o pai do garoto, Neilton Pinto, se disse revoltado por ver o sonho do filho interrompido.

Morto enquanto brincava

Nas redes sociais, uma das principais cobranças é a de que o caso seja investigado como um assassinato, já que o adolescente foi baleado dentro de casa enquanto brincava com os primos. Uma tia de João Pedro ressaltou que os policiais não prestaram socorro logo após o garoto ter sido atingido. Foram os primos que prestaram o primeiro atendimento e o levaram até um helicóptero da Polícia Civil.

O Corpo de Bombeiros carioca afirmou, em nota, que o atendimento da corporação ocorreu na base do Grupamento de Operações Aéreas (GOA), na Lagoa, para onde a vítima foi levada por uma aeronave da Polícia Civil. Ainda segundo o texto, os militares constataram o óbito no local. "O corpo foi removido para o IML de São Gonçalo pelo rabecão da Defesa Civil estadual, após acionamento por parte da Delegacia de Polícia." 


Veja algumas das postagens sobre a morte de João Pedro: 

 
 
 
 
 
 
 

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