Publicidade

Correio Braziliense

Contrabando de comprimidos de hidroxicloroquina é apreendido em Goiás

Quatro homens foram presos com quase 4 mil comprimidos do medicamento envolvido em polêmica para tratamento da covid-19


postado em 28/05/2020 11:05 / atualizado em 28/05/2020 11:15

(foto: PRF/Divulgação )
(foto: PRF/Divulgação )
A Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Goiás, prendeu quatro homens e apreendeu quase 4 mil comprimidos do remédio hidroxicloroquina que teria sido contrabandeado do Paraguai. A apreensão, na tarde dessa quarta-feira (27/5), ocorreu em Uruaçu, no norte do estado. 

 

Segundo a corporação, os suspeitos foram abordados em uma caminhonete na BR-153. Eles alegaram que saíram de São Paulo e estavam voltando para casa, no Maranhão, após participar da produção de um show sertanejo transmitido pela internet.

 

Durante revista feita no material supostamente utilizado para a produção da live, os agentes da PRF encontraram, dentro de uma caixa de som, 120 caixas do medicamento hidroxicloroquina, com 30 comprimidos cada, totalizando 3600.

 

Os suspeitos, inicialmente, alegaram que pegaram os medicamentos em São Paulo, mas depois afirmaram ter sido em Campo Grande (MS). No entanto, a PRF suspeita que o remédio entrou no país pela fronteira do Paraguai com o estado de Mato Grosso do Sul. O grupo também afirmou que a medicação seria levada para ser distribuída em um hospital de campanha da capital maranhense.



A PRF informou que acionou a Vigilância Sanitária de Uruaçu e que a ocorrência foi encaminhada para a Polícia Civil do município para investigação. Os homens poderão responder por crime contra a saúde pública.

 

Remédio envolvido em polêmica

O remédio encontrado com os suspeitos está envolvido em uma polêmica para o tratamento de pessoas infectadas com a covid-19. Após cientistas verem resultados positivos em alguns pacientes, o presidente Jair Bolsonaro passou a defender o uso do medicamento em todos os pacientes com a doença.

 

Mas os estudos eram iniciais e alguns países suspenderam o uso devido ao efeito colateral causado pelo medicamento. Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi mais uma anunciar a suspensão de estudo sobre o uso da hidroxicloroquina para pacientes com coronavírus e citou um levantamento que mostra que pacientes com coronavírus que tomavam cloroquina e hidroxicloroquina tinham taxas de mortalidade superiores às de outros grupo.

 

Mas o Brasil foi na contramão do resto do mundo. O presidente Jair Bolsonaro demitiu dois ministros da Saúde contrários a uso do medicamento. Após a saída deles, o Ministério da Saúde criou um novo protocolo para o tratamento da doença, que inclui o uso da hidroxicloroquina em pacientes leves. Antes da orientação, o remédio era só usados em pacientes graves, com autorização do médico e da família. 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade