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Correio Braziliense

Jornalistas e parlamentares promovem ato pela liberdade de imprensa

Representantes de diferentes partidos participaram do ato virtual


postado em 03/06/2020 14:55 / atualizado em 03/06/2020 15:29

(foto: Reprodução/YouTube)
(foto: Reprodução/YouTube)
Em ato virtual, representantes da classe jornalística e da oposição ao governo no Congresso Nacional defenderam a liberdade de imprensa e a democracia, como respostas aos ataques deferidos a jornalistas nos últimos meses. O evento ocorreu na manhã desta quarta-feira (3/6) e foi transmitido ao vivo nas redes sociais. Os participantes compararam o autoritarismo do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) à ditadura militar.

De acordo com a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), existem motivações para que Bolsonaro seja submetido à processo de crime de responsabilidade pelo Congresso Nacional. “O presidente Jair Bolsonaro é o maior obstáculo para enfrentamento da pandemia no Brasil, (ele) ameaça reiteradamente as funções democráticas do estado e da sociedade civil, tem demonstrado cotidianamente sua incapacidade para exercer dignamente e com competência a Presidência da República”, afirmou Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da ABI, em discurso.  Sousa ainda enfatizou a importância do jornalismo na luta contra a pandemia que, segundo ele, vem sendo mal enfrentada pelo governo federal

Marcelo Träsel, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), afirmou que a população brasileira passa pela maior ameaça à democracia desde a redemocratização do Estado. Träsel pontuou que a perseguição aos jornalistas é um dos primeiros sinais de “degradação autoritária”, devido ao papel da imprensa em “denunciar e tentar impedir o uso oportunista do Estado para fins anti-democráticos”. “Cabe ressaltar que em momento algum o presidente da República condenou essas agressões físicas (a jornalistas)”, enfatizou.
 
 

De acordo com a presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaji), Maria José Braga, em 2019, a violência contra jornalistas no brasil cresceu 54%, em comparação com 2018. “Cresceu em razão de uma institucionalização dessa violência por meio da Presidência da República. O presidente da República, sozinho, foi responsável por cerca de 58% dos ataques desferidos genericamente à imprensa e a jornalistas em particular”, afirmou.

Além das entidades jornalísticas, representantes partidários se pronunciaram a favor da liberdade de imprensa. Dentre eles, membros do PCdoB, PT, PSol, PSB, PDT, Cidadania, PV e Rede. O discurso representado pelos presentes foi em prol da união dos partidos, mesmo com diferenças políticas, no combate ao autoritarismo e em busca da democracia. A deputada federal Fernanda Melchionna (PSol) disse que o presidente da República, “ao invés de liderar o país contra essa pandemia, decidiu liderar a extrema direita contra nossas liberdades democráticas”.   
 
*Estagiária sob supervisão de Fernando Jordão 

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