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Correio Braziliense

Mesmo com coronavírus, mãe e avó de Miguel continuaram trabalhando

Família agora busca justiça pela morte do garoto; A prima de Miguel lembrou do menino como ''uma criança muito feliz, muito esperto, amável, sincero''


postado em 04/06/2020 22:59 / atualizado em 04/06/2020 23:24

(foto: Reprodução/Redes sociais/arquivo pessoal)
(foto: Reprodução/Redes sociais/arquivo pessoal)
Após a trágica morte do garoto Miguel, de 5 anos, na última terça-feira (2/6) — que segundo autoridades pernambucanas ocorreu por negligência de Sarí Gaspar Côrte Real, primeira-dama da cidade de Tamandaré e patroa da mãe de Miguel —, a família agora busca por justiça. O caso ganhou repercussão nacional, mobilizando internautas, políticos e figuras públicas ao longo desta quinta-feira (4/6).

 

Segundo Amanda Souza, sobrinha de Mirtes Souza (mãe do garoto Miguel), em entrevista ao portal Marco Zero, a tia e Marta Santana (avó de Miguel), continuaram trabalhando mesmo após o diagnóstico positivo para covid-19: "Pelo que conversei com a minha tia, quando ela estava ainda em isolamento, ela disse que tinha ido lá para Tamandaré com a mãe e o filho porque os patrões e os filhos dos patrões estavam indo para fugir do foco, que seria o Recife. E lá ela contraiu o vírus, com o patrão dela". 

 

Ainda de acordo com a sobrinha, até Miguel teria contraído a covid-19: ”Mesmo doente ela continuou trabalhando no apartamento: lavando, cozinhando, fazendo os serviços domésticos que tinha para fazer. Só que ela teve acesso aos medicamentos e exames. Miguel ficou em Tamandaré com a mãe dela (mãe de Mirtes) e os filhos da patroa. Inclusive o que se sabe é que Miguel também pegou o vírus, mas foi assintomático”.

 

Justiça

 

Para esta sexta-feira (5/6), Amanda ajudará a mobilizar uma manifestação pública em frente ao prédio da primeira-dama, o objetivo é buscar uma anciã da família perante a tragédia: a justiça. "Nossa família quer que ela pague pelo que fez com Miguel", defende.

 

"Minha tia depois viu as imagens do elevador e mandou uma mensagem para nossa família dizendo que quer justiça. Foi aí que decidimos protestar. Vinte mil reais (preço da fiança pago por Sarí, segundo o portal Marco Zero) não pagam a vida do meu primo. Se a assassina não fosse rica, não estaria em liberdade”, completa Amanda.

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