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Correio Braziliense

Correio Talks: Aureo Figueiredo comenta integração entre portos e cidades

O especialista acredita que é importante dosar a questão da intermodalidade do transporte


postado em 29/06/2020 18:59

(foto: Arquivo pessoal)
(foto: Arquivo pessoal)
O engenheiro e diretor da Faculdade de Engenharia da Universidade Santa Cecília (Unisanta), Aureo Emanuel Pasqualeto Figueiredo, discutiu no webinar Correio Talks: Portos e fronteiras do Brasil: infraestrutura logística e competitividade transmitido pelo Correio Braziliense em parceria com a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros), a situação do Porto de Santos. 

 O local tem um desnível de 800 metros em relação à Grande São Paulo. “Apesar de termos uma região favorável para um porto, uma área abrigada, onde podem se desenvolver as operações de carga e descarga com relativa tranquilidade e eficiência, nós temos um grande obstáculo que é esse de acesso. Então, dosar a questão da intermodalidade do transporte é o grande desafio do momento”, defende o especialista. 

Ele ainda pondera que, atualmente o Porto de Santos recebe cerca de 15 mil caminhões e tem duas ferrovias que acessam o local. Porém, o transporte ferroviário é de menos de um terço da capacidade nominal. “Elas poderiam transportar 150 milhões de toneladas, desde que dotadas das condições”, ressalta o engenheiro. O especialista ainda comenta a relação do porto com a cidade e define: “O que vemos é uma situação em que a cidade e o porto são mais que gêmeos, são gêmeos siameses”. Ele chamou a atenção para a complexidade da união das cidades aos portos. “No caso do Porto de Santos, com uma extensa área de contato com o mar, tinha uma imensa planície para ser ocupada e aos poucos a cidade foi se colocando e espremendo o porto. Ficou uma situação comum de diversos locais, mas não é desejada, pois restringe uma área de retroporto que é desejada para que se tenha uma boa operação”, explica. 

Pasqualeto destaca que é importante em um momento que se está desenvolvendo um Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) se busque um equilíbrio. “Quando se está fazendo o PDZ é o momento de corrigir erros do passado”. Entre os exemplos que ele cita está a questão do recebimento de fertilizantes no local, uma situação que, na opinião do especialista, deveria ser revista. 

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