Correio Braziliense
postado em 05/07/2020 19:53
Imagens de câmeras de segurança de um prédio mostraram o exato momento em que o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Waldir Teis, se livrou de R$ 500 mil em cheques durante mandado de busca na Operação Ararath, deflagrada no mês passado. No vídeo divulgado pela Polícia Federal, o conselheiro desceu 16 andares da escada para não ser capturado enquanto carregava os talões no bolso. Seguido de perto por um agente da corporação, acabou sendo capturado.O vídeo mostra que Teis chegou ao primeiro nível do prédio e jogou os cheques dentro de uma lixeira, quando foi surpreendido pelo policial. De acordo com o Ministério Público Federal, as folhas seria de empresas que fazem parte de um esquema de levagem de dinheiro da qual o conselheiro faria parte.
Além da condenação pela infração de embaraço à investigação, o MPF requer à Justiça indenização por danos morais coletivos, no valor de R$ 3 milhões, além da prorrogação do afastamento do conselheiro até o trânsito em julgado da denúncia.
Tentando desovar o cel na operação da PF contra o SERRA
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Waldir Teis teve a prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no dia 1º por tentar confundir o trabalho da Polícia Civil durante fase de mandados de busca e apreensão em seu escritório, em Cuiabá. Além dos cheques, ele foi acusado de tentar esconder documentos que seriam fundamentais para desvendar o esquema.
O conselheiro está afastado de suas funções do TCE desde setembro de 2017 ao ser citado na delação feita pelo ex-governador do estado, Silval Barbosa (MDB), por ser beneficiado num esquema de corrupção. Teis e outros colegas do TCE teriam exigido propinas para não prejudicar o andamento das obras da Arena Pantanal, um dos palcos da Copa do Mundo de 2014, e a infraestrutura da capital matogrossense. Segundo Barbosa, os conselheiros teriam recebido R$ 53 milhões de propina.
Além de Waldir Teis, estão na mira da Operação Ararath os também conselheiros José Carlos Novelli e Sérgio Ricardo, além de oito empresas, cinco pessoas físicas, duas fazendas e o próprio TCE. A operação existe desde 2014.
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