Brasil

Previsão do tempo aponta novo ciclone na região Sul do Brasil

Fenômeno deve atingir os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas em menor intensidade que o ciclone bomba

Hellen Leite
postado em 06/07/2020 08:57
 (foto: Defesa Civil de SC/Divulgação)
(foto: Defesa Civil de SC/Divulgação)
Fenômeno deve atingir os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas em menor intensidade que o ciclone bombaA semana começou com a previsão de um novo ciclone extratropical nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia (Epagri/Ciram), o novo fenômeno vai provocar ventos de 60 a 80 km/h entre a noite de terça-feira, (7/6), e o dia de quarta-feira, (8/6).

A Defesa Civil do estado de Santa Catarina também emitiu, no domingo (5/6), o alerta laranja para o risco de tempestades na região. O fenômeno, segundo o órgão de meteorologia, é resultado de uma área de baixa pressão formada sobre o sul do Paraguai e que se desloca sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina em direção ao oceano. Os ventos se intensificam na costa, provocando chuva forte e agitação do mar.

[SAIBAMAIS]No entanto, de acordo com a Epagri/Ciram, apesar da previsão de ventos mais intensos, este evento não deve ter a mesma magnitude do ciclone bomba que atingiu a região na semana passada.

;Ciclones extratropicais são sistemas frequentes na costa sul do Brasil, causando alagamentos e ressacas, especialmente nos meses entre abril e setembro. Em média, nessa época do ano, dois a três ciclones em cada mês se formam no litoral do Uruguai e Sul do Brasil, influenciando as condições de tempo no Litoral de Santa Catarina;, explica o órgão.

Na semana passada, um ciclone bomba deixou ao menos 10 pessoas mortas, 9 delas em Santa Catarina e uma no Rio Grande do Sul. Mais de 1,5 milhão de unidades consumidoras ficaram sem luz e fenômeno deixou um rastro de destruição em todas as regiões por onde passou.

No sábado, (4/7), o presidente Bolsonaro chegou a sobrevoar as áreas afetadas pelo ciclone. Após o sobrevoo, que durou cerca de uma hora, Bolsonaro se reuniu com a equipe técnica da Defesa Civil catarinense para apresentação de um levantamento dos estragos.

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