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ANS recorre de decisão sobre cobertura de teste rápido de covid pelo plano

A principal justificativa da agência é de que a incorporação de uma tecnologia "sem a devida análise criteriosa" pode causar risco para os beneficiários de planos de saúde.

Bruna Lima, Maria Eduarda Cardim
postado em 07/07/2020 18:39
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
A principal justificativa da agência é de que a incorporação de uma tecnologia A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informou, nesta terça-feira (7/7), que irá recorrer à decisão judicial que determinou a cobertura de exames sorológicos da covid-19 pelos planos de saúde, os conhecidos testes rápidos. A principal justificativa da agência é de que a incorporação de uma tecnologia ;sem a devida análise criteriosa; pode causar risco para os beneficiários de planos de saúde.

"Estudos e análises de diversas sociedades médicas e de medicina diagnóstica apontam controvérsias técnicas em relação aos resultados desse tipo de exame e à possibilidade de ocorrência de alto percentual de resultados falso-negativos", afirma a agência.

Apesar de recorrer à decisão judicial, a ANS afirma que está atenta ao cenário da evolução da pandemia. "A ANS tem trabalhado para garantir tanto a assistência aos beneficiários de planos de saúde, como o alinhamento com as políticas nacionais de saúde", diz.

[SAIBAMAIS]O exame, conhecido popularmente como teste rápido, foi incluído na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde em 29 de junho. E, desde março, os planos são obrigados a cobrir o exame RT-PCR, conhecido como padrão ouro, que identifica a presença do material genético do vírus, com coleta de amostras da garganta e do nariz.

Além disso, outros seis exames que auxiliam no diagnóstico e tratamento da covid-19 estão inclusos no rol de coberturas para auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento de situações clínicas que podem representar grande gravidade, como por exemplo, a presença de um quadro trombótico ou de uma infecção bacteriana causada pelo vírus.

Para discutir sobre o assunto, membros da Câmara de Saúde Suplementar se reúnem nesta sexta-feira (10/7) e decidem se incluem ou não a obrigatoriedade de cobertura dos testes rápidos pelos planos de saúde.

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