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Correio Braziliense

Casal é acusado de matar menina de 12 anos em sessão de "cura sobrenatural"

O casal foi preso nesta quinta-feira em Minas Gerais, quase um ano depois da morte da menina. Eles são acusados de ter feito a menina ingerir grande quantidade de álcool durante sessão de cura


postado em 09/07/2020 20:17

O delegado Thiago Rocha Ferreira (C) busca mais provas sobre o crime no Jardim Canadá(foto: PCMG/Divulgação)
O delegado Thiago Rocha Ferreira (C) busca mais provas sobre o crime no Jardim Canadá (foto: PCMG/Divulgação)
O caso da morte de uma menina de 12 anos, em Belo Horizonte, há quase um ano, parece estar perto de ser resolvido. Nesta quinta-feira, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu um casal, que é acusado de ter matado a menina durante uma sessão de curandeirismo, na presença da mãe da vítima. O homem de 58 anos e a mulher de 57 tiveram a prisão preventiva decretada.

A garota morreu em 1º de agosto de 2019, no Bairro Jardim Canadá, na Grande Belo Horizonte. Segundo o delegado regional de Nova Lima, Thiago Rocha Ferreira, a investigação apontou que a pré-adolescente tinha problemas emocionais e que seus familiares decidiram levá-la para uma seção de curandeirismo, na casa do casal. 


Banho com pipoca e mel

"Em uma tentativa, a mãe e a irmã levaram a pré-adolescente à casa no Jardim Canadá na tentativa de conseguir a cura para os problemas emocionais da menina. A vítima estava perdendo peso e vivia desanimada, sintomas que surgiram depois da morte da avó. O casal prometia uma cura sobrenatural”, conta o delegado.

Ferreira detalha como foi: "No local, a vítima se submeteu a um ritual realizado por esse casal, na presença da mãe e da irmã. Banharam a vítima com pipoca, canjica, mel e chá de boldo, o que foi comprovado no laudo de autópsia. É uma prova subjetiva. A prova objetiva indica que a pré-adolescente ingeriu elevada quantidade de álcool horas antes do falecimento. O nível medido é muito alto. Isso indica que, durante o ritual, foi ministrada elevada dose de bebida alcoólica". 

O local onde a pré-adolescente morreu também será vistoriado. Os policias estão em busca de mais provas, que serão anexadas ao processo.

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