Brasil

Conass defende transparência

postado em 10/07/2020 04:04
Novo presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde, Carlos Lula

Recentes investigações no âmbito de compras superfaturadas em várias partes do país levaram o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) a repensar as estratégias para conciliar a urgência da pauta com o cumprimento dos requisitos legais, fechando as margens abertas para irregularidades. O objetivo é criar uma Câmara de Conciliação para aproximar gestores dos órgãos de controle.


Para o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, recém-empossado presidente do Conass ; após a saída de Alberto Beltrame do cargo por denúncia do Ministério Público do Pará ;, é necessário diferenciar o descumprimento das normas de aquisições que, devido ao caráter emergencial, precisaram ser feitas, ainda que com preços não atrativos.


;O gestor público, que, em meio ao maior desastre dos últimos 100 anos, se permite praticar atos de corrupção, comete um absurdo além da ilegalidade ao não se importar com a vida das pessoas;, afirma, em entrevista ao Correio. ;Por outro lado, a gente tem que entender que não dá para olhar, hoje, com os olhos do passado. Máscaras que a gente comprava a centavos chegaram a custar R$ 2, R$ 3, R$ 4 em um período em que houve uma necessidade muito brusca;, ressalta Lula.


Demanda vigente, a compra de medicamentos, principalmente sedativos necessários para o processo de intubação, tem sido um dos mais preocupantes gargalos no tratamento de casos graves. O governo federal encaminhou 806 mil unidades de medicamentos usados na intubação para os estados nos últimos dias. ;Queremos um Ministério da Saúde que possa ser um coordenador nacional da crise, que não somente faça a entrega para os estados e diga ;pronto, fiz a minha parte;;, destaca o secretário.


;No caso dos medicamentos, de intubação e outros, como cloroquina, é feita uma reunião diária. É lógico que também há uma confirmação por um pedido que vem dos secretários estaduais de saúde e dos secretários municipais, que são os técnicos da área de saúde. Baseado nesta demanda ocorre um diálogo para que se chegue a maior efetividade no emprego do que vai ser entregue;, esclarece o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco. (BL e MEC)

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