Brasil

Coronavírus: Doria anuncia o maior relaxamento da quarentena de SP

Apenas a regiões de Araçatuba, Campinas, Franca e Ribeirão Preto permanecem com o grau de restrição máxima, em que só o comércio essencial é autorizado a funcionar

O governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (10/7), o maior afrouxamento à quarentena no Estado desde maio, quando o programa de retomada econômica em meio à pandemia do coronavírus, o Plano São Paulo, foi anunciado. Apenas a regiões de Araçatuba, Campinas, Franca e Ribeirão Preto permanecem com o grau de restrição máxima, em que só o comércio essencial é autorizado a funcionar. Todo o restante poderá liberar o funcionamento de lojas de rua e shoppings, além de imobiliárias, concessionárias e escritórios, a partir da próxima segunda-feira, (13/7).

Barretos, Presidente Prudente, Bauru, Sorocaba e Marília estavam com liberação apenas dos serviços essenciais, a fase "vermelha", e agora foram reclassificadas para a fase "laranja", em que poderão retomar o comércio de rua, shoppings, concessionárias e imobiliárias. As duas primeiras estavam na fase laranja havia quatro semanas.

Já as regiões de Registro, da Baixada Santista e o parte da Grande São Paulo, que estavam na fase "laranja", entraram na fase "amarela", a mesma em que está a capital, quando bares, restaurantes e academias de ginástica podem voltar a funcionar.

"Todos devem se lembrar que, podendo ficar em casa, devem permanecer em casa", disse o governador João Doria (PSDB), ao anunciar as mudanças, lembrando que a quarentena ainda permanece e, agora, foi renovada até o dia 30 de julho. O uso de máscara continua obrigatório e passível de multas.

Segundo Doria, essa nova fase "marca gradualmente, de forma segura, o retorno à normalidade. Uma fase que resgata a esperança." Ainda de acordo com o governador, "depois de um longo período enfrentando o pico, estamos entrando em um platô" da evolução da doença. "Isso significa atenção redobrada para mantermos o platô."

O Estado registrou mais 9.395 casos de covid-19 nas últimas 24 horas, fazendo o total de infecções confirmadas chegar a 359.110 registros. Já o número de mortes pela doença foi para 17.442 nesta sexta-feira, com 324 óbitos a mais desde quinta-feira.

Ao lado de Doria, o epidemiologista Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, avaliou as mudanças no mapa do Estado como uma evolução "satisfatória". "Vi a evolução hoje do mapa, de acordo com a classificação de risco das regiões, de forma muito satisfatória. Um progresso que é gradual e mostra a direção para a qual estamos caminhando", afirmou. Ele também usou a expressão "platô" para se referir à atual situação da epidemia no Estado.

Menezes, por outro lado, destacou a atenção necessária para evitar um novo crescimento abrupto de casos, a chamada "segunda onda." "Temos uma preocupação muito grande com um risco de ter a chamada segunda onda. Uma preocupação internacional, que tem sido observada em outros países e cidades que tiveram seus processos de reabertura e retomada de atividades, mas nossa leitura aqui no Estado de São Paulo é que sempre há um risco, mas tudo indica que estamos andando de forma muito segura em relação a isso."