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Desembargador sem máscara que humilhou guarda coordenou área de saúde do TJ

Eduardo Siqueira foi coordenador da área de saúde do Tribunal de Justiça de São Paulo

Fred Bottrel/Estado de Minas
postado em 19/07/2020 12:17
Eduardo Siqueira foi coordenador da área de saúde do Tribunal de Justiça de São PauloAs cenas do desembargador Eduardo Siqueira humilhando um guarda municipal são impressionantes em si. ;Você vai ver com quem está se metendo;, ameaça, ao ser abordado por descumprir a regra do uso de máscaras em público, em Santos (SP). Mas o currículo de Siqueira torna o episódio, gravado em vídeo, ainda mais surreal.

Ele foi coordenador da área de saúde do Tribunal de Justiça de São Paulo. O episódio tornou-se a nova "carteirada da pandemia" ; mais uma dentre as cenas que revelam descaso de brasileiros diante da fiscalização de novas regras de comportamento social.

"Você sabe ler?" e "Estou aqui com um analfabeto" são algumas das agressões que Siqueira dirige à equipe da guarda municipal durante o vídeo. O tribunal informou que vai apurar o ocorrido.
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Abordagem humanística

Em uma notícia publicada no site do TJSP em 2017, um trecho chama a atenção: ;O desembargador Eduardo Siqueira contou que a SAS (Secretaria da Área da Saúde) tem como objetivo diagnosticar, monitorar e implementar ações para a prevenção e rastreamento de doenças e promover a readaptação de servidores;.

As autoridades ouvidas no texto da equipe de comunicação do TJ louvam a ;abordagem humanística; do trabalho coordenado por Siqueira. Ele não exerce mais a função, de acordo com o tribunal.

O uso de máscaras sanitárias é uma das principais medidas preventivas adotadas em todo o mundo, para conter a pandemia do coronavírus.

Como se trata de uma doença respiratória e altamente contagiosa, a medida, que pode ser considerada ;humanística;, serve justamente para a ;prevenção;.

O que diz o tribunal

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que, ao tomar conhecimento, determinou imediata instauração de procedimento de apuração dos fatos; requisitou a gravação original e ouvirá, com a máxima brevidade, os guardas civis e o magistrado.

A nota da assessoria de imprensa completa que o TJSP não compactua com atitudes de desrespeito às leis, regramentos administrativos ou de ofensas às pessoas.

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