Brasil

Grau de confiança em médicos cresce diante da pandemia de covid-19

O desencontro de orientações em meio à crise de emergência em saúde é apontado como principal fator que atribui mais credibilidade aos médicos. O índice cresceu nove pontos percentuais neste período

Bruna Lima
postado em 20/07/2020 18:50
O desencontro de orientações em meio à crise de emergência em saúde é apontado como principal fator que atribui mais credibilidade aos médicos. O índice cresceu nove pontos percentuais neste períodoO médico é o profissional que os brasileiros mais depositam a confiança, segundo uma pesquisa Datafolha encomendada pelo Conselho Federal de medicina (CFM). Em meio ao cenário pandêmico, o grau de credibilidade cresceu nove pontos percentuais, passando a ser indicado como primeiro da lista para 35% dos entrevistados. Na pesquisa anterior, realizada em 2018, os médicos tinham um índice 24%.

O principal motivo para o aumento, apontado na pesquisa, é a insegurança provocada pelo excesso de informações desencontradas e descontroladas no âmbito da covid-19. Segundo o CFM, esse cenário tem deixado a população insegura, contribuiu para o aumento do percentual de confiabilidade dos médicos. Para 64% dos entrevistados, é alto o nível de confiança depositada no trabalho dos médicos durante a pandemia.

No contexto do levantamento, os entrevistados também foram questionados sobre a atuação dos médicos n enfrentamento à pandemia. O trabalho foi considerado ótimo ou bom para 77% das pessoas, 17% consideraram regular e 6%, ruim ou péssimo.

[SAIBAMAIS]Mesmo diante de críticas quanto ao empenho e qualidade da assistência, quase a totalidade dos brasileiros o problema gira em torno de má gestão. Para 99% dos entrevistados, esses profissionais carecem de condições adequadas para o pleno exercício de suas atividades.

Depois dos médicos, os professores são a categoria com maior grau de credibilidade para a população brasileira, sendo escolhidos como profissionais mais confiáveis em 21% das entrevistas. Em seguida, aparecem os bombeiros (11%), policiais (5%), militares e juízes (cada categoria com 4%) e advogados, jornalistas e engenheiros (3%, cada). A pesquisa ouviu 1.511 pessoas, com 16 anos ou mais, em entrevistas estruturadas por telefone, de todas as regiões do país.

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