Brasil

País bate marca de 80 mil mortes

postado em 21/07/2020 04:04
Cemitério Vila Formosa, em São Paulo: estado concentra 19.788 óbitos

Mesmo registrando menos de mil novos óbitos devido aos atrasos de contabilização característicos dos fins de semana, o Brasil iniciou a semana ultrapassando mais uma marca em total de óbitos pela covid-19. São agora mais de 80 mil vidas perdidas em meio à pandemia. Ontem, foram acrescentados 632 óbitos, totalizando 80.120. Em relação aos casos confirmados, o país soma 2.118.646 infecções, com acréscimo de 20.257 em 24 horas.

Com o fechamento da semana 29, o Brasil observou os números de novas infecções diminuir ao comparar as duas semanas anteriores, que tiveram recorde de confirmações. No entanto, o mesmo não ocorreu em relação às fatalidades, que refletem os aumentos de novos adoecidos nas semanas 27 e 28. O acumulado de óbitos entre 12 e 18 de julho foi o maior desde o início da pandemia, com 7.303 mortes.

A previsão é de que a semana também seja marcada por grande quantidade de óbitos, já que a doença se interioriza no país e avança principalmente para o Centro-Sul. Atualmente, 20 unidades federativas registram mais de mil mortes pela doença. São Paulo lidera o ranking brasileiro com 19.788 perdas. Rio de Janeiro fica em segundo, com 12.161 fatalidades.

Em seguida estão: Ceará (7.185), Pernambuco (6.036), Pará (5.538), Amazonas (3.146), Bahia (2.891), Maranhão (2.640), Espírito Santo (2.256), Minas Gerais (2.004), Rio Grande do Norte (1.585), Paraíba (1.517), Alagoas (1.413), Mato Grosso (1.384), Paraná (1.357), Rio Grande do Sul (1.285), Sergipe (1.156), Piauí (1.118), Distrito Federal (1.112), Goiás (1.106).

Estabilização
As tendências de incidência e mortalidade por covid-19 no Brasil se estabilizaram em patamares altos, avalia o último Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado ontem. O estudo é referente ao período de 28 de junho a 11 de julho, que corresponde às semanas epidemiológicas 27 e 28.

A estabilização das tendências a nível nacional é resultado de movimentos de avanço ou recuo da pandemia nas unidades da federação, mostra a pesquisa. No caso da média diária de registro de casos, houve quedas no Rio Grande do Norte (-12,3%), Roraima (-9,3%), Rondônia (-8,4%), Rio de Janeiro (-5,3%), Espírito Santo (-3,7%) e mais 10 estados. Por outro lado, a média cresceu no Mato Grosso (+4,1%), Santa Catarina ( 3,7%), Amazonas ( 1,9%), Rio Grande do Sul ( 1,8%), Goiás ( 1,7%) e outros sete estados. Apesar da queda, Roraima continua a ser o estado com a maior taxa de incidência, seguido por Distrito Federal e Sergipe.

Em relação à mortalidade, o maior aumento no período foi registrado no Tocantins, onde a média diária de óbitos cresceu 5,3% nas últimas duas semanas. Outros estados com aumentos mais expressivos são Distrito Federal ( 4,5%) Rio Grande do Sul ( 4,3%), Santa Catarina ( 3,9%), Minas Gerais ( 3,9%) e Paraná ( 3,4%). Ao todo, 13 unidades da federação tiveram aumento na taxa de mortalidade nas últimas duas semanas epidemiológicas. Por outro lado, há tendência de queda de mortalidade em Roraima (-12,1%), Rio Grande do Norte (-7,7%), Pará (-2,9%), Rio (-1,9%), Espírito Santo (-1,9%) e mais nove estados. (BL)




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