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''Na rua, somos cidadãos'', diz Marco Aurélio sobre caso do desembargador

Ministro do STF declarou nesta terça-feira (21) que "autoridade na rua é o guarda" e rechaçou atitude do magistrado que humilhou guardas

Correio Braziliense
Correio Braziliense
postado em 21/07/2020 17:11
Ministro lembrou de evento em que ele próprio foi abordado na rua: O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, se pronunciou nesta terça-feira (21/7) sobre o caso do desembargador Eduardo Siqueira, que humilhou guardas civis em Santos (SP). "A autoridade na rua é o guarda, não o desembargador", afirmou ao colunista Josias de Souza, do UOL. "Somos autoridades no tribunal, com a capa nas costas. Na rua, somos cidadãos;, complementou o ministro que disse estar ;estarrecido; com os acontecimentos do fim de semana.
Mello lembrou, ainda, de quando ele próprio passou por inspeção de trânsito na quadra em que mora com a esposa ; a desembargadora Sandra De Santis Mendes de Farias Mello, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
[SAIBAMAIS] ;Fomos parados por uma patrulha de trânsito, na entrada da minha quadra. O guarda me reconheceu. Disse: ;Ministro, o senhor me perdoe, mas poderia me passar os seus documentos?; Atendi imediatamente. Ele perguntou: ;O senhor se importa de soprar o bafômetro, ministro?; Eu disse a ele: ;Cumpra o seu dever;. Não me ocorreu dar nenhuma carteirada. Ali, eu era um cidadão. A autoridade era o guarda de trânsito;, contou.

Defesa

Em nota divulgada no domingo (19/7), o desembargador Siqueira se defendeu dizendo que foi vítima de ;verdadeiro julgamento público ; ou melhor, linchamento;. Ele afirmou ainda que a pandemia está sendo politizada para ;justificar abusos, desmandos e restrições de direitos;. Nesta terça (21/7), advogado Alberto Carlos Dias, presidente da Comissão de Direito dos Refugiados e Migrantes da OAB/SP ; Subseção Santo André, também divulgou nota. No texto, ele se solidariza com o desembargador.

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