Brasil

Homem faz de refém filho de 11 anos e faz ameaças com um machado em MG

Resgate do menino e prisão do pai só foi possível graças a uma operação de guerra do Bope de Belo Horizonte; homem já está internado no Hospital Galba Veloso, na capital

Já está em Belo Horizonte, no Hospital Galba Veloso, o homem de 47 anos que aterrorizou a população de Angelândia, no Vale do Jequitinhonha, ao manter em cárcere privado, por seis horas, o filho de 11 anos, a quem ameaçava matar, mediante a ameaça de um machado e de um facão. O resgate do pré-adolescente e a prisão do agressor, que tem problemas mentais, só foram possíveis graças a uma verdadeira operação de guerra montada peloBatalhão de Operações de Polícia Especiais (Bope) da Polícia Militar de Minas Gerais.

O sábado começou tenso, em Angelândia. Desde as primeiras horas da manhã, a Polícia Militar da cidade foi chamada para salvar um garoto, que estava sob ameaça de morte de seu pai, que empunhava um machado e um facão.

Havia a informação,  passada aos policiais por parentes do homem, que ele tinha problemas mentais e que, provavelmente, estaria em um surto psicótico.

Os militares iniciaram, então, uma negociação para tentar fazer com que o agressor liberasse o menino, mas o pai se mostrava transtornado e ameaçava matar o garoto, caso alguém se aproximasse.

Operação de guerra

Diante da situação, o Bope de Belo Horizonte e policiais da 23ª Companhia PM, do Bairro Santa Inês, também na capital, foram acionados e se deslocaram de avião para o município de Capelinha e, depois seguiram de carro para Angelândia.

Ao chegarem à cidade, os policiais do Bope foram direto para a casa onde acontecia a ameaça. A rua estava tomada por moradores e curiosos. A impressão, segundo um militar, era que a cidade inteira tinha ido para o local.

Imediatamente a casa foi cercada. Os policiais argumentaram com o homem, atraindo sua atenção, e assim, conseguiram prendê-lo e liberar o menino.

Conversando com parentes do homem, os policiais tomaram conhecimento que o mesmo tem surtos psicológicos, motivados por problemas pessoais e profissionais, e que, no início da semana, foi levado à policlínica da cidade em função do mesmo problema. Na unidade, ele foi medicado e liberado para voltar para casa.

Diante do quadro, ao fim da ação da polícia, que teve a participação de médicos da cidade, decidiu-se pela remoção do homem para o Hospital Galba Veloso, em Belo Horizonte, onde ele passará por um tratamento.