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BH ultrapassa as 600 mortes por covid-19 e 22 mil infeções por coronavírus

Boletim municipal desta terça-feira também aponta para mais confirmações de mortes sem comorbidades ou fatores de risco

Roger Dias/Estado de Minas, Felipe Quintella*/Estado de Minas
postado em 04/08/2020 19:11
Boletim municipal desta terça-feira também aponta para mais confirmações de mortes sem comorbidades ou fatores de riscoA Prefeitura de Belo Horizonte confirmou 1.369 casos de infecção pelo novo coronavírus no boletim epidemiológico desta terça-feira (4/8). Com isso, o total de casos confirmados chega a 22.141 na capital, sendo 3.295 em recuperação e 18.551 já recuperados.

Já o número de mortes provocadas pela COVID-19 atingiu 605, 42 a mais do que no boletim anterior. A PBH ainda investiga 42 óbitos que foram registrados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
O boletim municipal desta terça também aponta para mais confirmações de mortes sem comorbidades ou fatores de risco. Do total de óbitos na capital, 97,9% eram casos de pessoas com pelo menos um fator de risco para a COVID-19 e/ou conviviam com outras doenças.
Segundo o relatório mais recente, dos mais de 600 casos de pessoas que não resistiram ao vírus, 492 tinham 60 anos ou mais, 299 possuíam cardiopatia e 218 conviviam com diabetes.

Na última edição do boletim, de segunda-feira (3), esse índice era maior, de 98,4%. Até o boletim de 31 de julho, todas as mortes em BH tinham alguma comorbidade ou fator de risco.
[SAIBAMAIS]A regional que concentra o maior número de mortes na capital é a Nordeste, com 84, seguida por Venda, com 78. Em seguida, vêm Barreiro (68), Centro-Sul (68), Oeste (70), Noroeste (65), Leste (60), Norte (59) e Pampulha (43).

O Barreiro reúne o maior número de casos graves de COVID-19 entre as regionais: 373. A regional Leste é a segunda, com 353, seguida pela Oeste, com 348. As demais regiões se organizam da seguinte forma em número de casos que evoluíram para uma síndrome respiratória: Nordeste (340), Venda Nova (257), Noroeste (244), Pampulha (226), Cent ro-Sul (209) e Norte (204).

Ocupação de leitos


A ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para a COVID-19 na rede pública subiu em relação ao último boletim. De acordo com dados atualizados até segunda (3), das 424 UTIs reservadas para a doença no SUS, 84,4% estão ocupadas. Em 31 de junho, o índice era de 83,7%.
Por outro lado, a ocupação dos leitos de enfermarias caiu no mesmo período. Neste momento, a ocupação dos 1.115 leitos clínicos exclusivos para COVID-19 na rede pública é de 63,3%, contra 67,1% em 31 de julho.
A PBH anunciou, em coletiva nesta terça, que vai passar a contabilizar os leitos de UTI e enfermaria da rede privada, dentro da análise orientada pelo Comitê de Enfrentamento à COVID-19 para reabertura gradual da economia. Nesse sentido, o número de leitos de UTI e enfermaria no balanço deve aumentar a partir do próximo boletim divulgado pela PBH.

A justificativa para a mudança é devido ao crescimento da assistência dos planos de saúde na capital mineira. A informação sobre os dados hospitalares da rede privada (suplementar) em Belo Horizonte foi viabilizada pela portaria SMSA/SUS-BH n; 0269/2020 no mês passado.

Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 48,2% da população da capital mineira tem acesso a planos de saúde e por esta razão os dados de taxa de ocupação de leitos de UTI e enfermarias da rede privada deveriam ser incorporados às informações da rede pública.
*Estagiário sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz

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