Sexy Fi grava clipe de Pequeno Dicionário das Ruas

Música que abre CD de estreia da banda reúne gírias e imagens de Brasília

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postado em 10/04/2013 17:52 / atualizado em 10/04/2013 18:29

15/10/2012. Crédito: Raquel Pellicano/Divulgação.

A Sexy Fi, banda da novíssima leva do rock brasiliense, está preparando o clipe de Pequeno Dicionário das Ruas, música de abertura do CD de estréia Nunca te vi de boa. O projeto está pronto e será baseado em símbolos de Brasília. “A ideia é bastante ligada ao imaginário da cidade”, diz o guitarrista Ivan Bicudo. Segundo ele, o vídeo acontece em uma festa típica - em “apartamento de neguim” - e usa personagens comuns na vida noturna da capital. Toda a produção, aliás, é brasiliense. Os diretores são André Miranda, Davi Matos, Santiago Dellape e o trabalho também conta com a colaboração da equipe do coletivo Samba.



O grupo está contando com o financiamento colaborativo (crowdfunding) para finalizar o projeto e pede ajuda dos fãs. Quem contribui pode ganhar desde um download do CD até um show privado.

A gente podia estar matando, fazendo concurso público, tocando em banda cover. Mas a gente resolveu fazer arte, véi. Graça a deus, cara”, escreve a banda na página do Catarse.

Veja aqui a apresentação do projeto

Veja um vídeo de divulgação aqui

Pequeno Dicionário das Ruas é uma compilação de gírias típicas de Brasília. A música foi composta em conjunto para depois receber a letra da vocalista Camila e do guitarrista JP Práxis. A brasiliense Camila Zamith morava na Inglaterra na época da Nancy, banda que serviu de base para o Sexy Fi. Agora, mora em São Paulo enquanto o resto da banda permanece em Brasília. Idas e vindas contribuíram para que as letras incorporassem palavras em inglês e português. Mas o dicionário é mesmo brasiliense: “Boto fé”, “véi” e outras gírias típicas da capital incorporam-se à música compondo uma sinfonia de sons ouvidos em qualquer reunião de jovens da cidade. Até mesmo os pardais – os que multam – estão na letra.

Tentando fugir dos clichês da cidade, o álbum de estréia do grupo traz músicas que falam de um cotidiano mais atual em canções como Roriz 2010, Plano: pilotis, Feeling Asa Sul, Looking Asa Norte e Brasília Graffiti. Ivan Bicudo revela que a intenção não era a de criar um disco conceitual. “Mas fala de nossa realidade, que naturalmente acabou esses assuntos de quem cresceu nas ruas e quadras de Brasília.

A Sexy Fi deu uma "torcida” no som do grupo anterior (Nancy) incorporando influências do pós-rock, indie e bossa nova. A produção do primeiro disco aconteceu em Chicago e ficou por conta de John McEntire, do Tortoise. Contou também com a ajuda de Munha, da brasiliense Satanique Samba Trio.

A última geração do rock da cidade, que começou pela psicodelia rockeira do Prot(o) e passou por bandas como Cassino Supernova, Suíte Super Luxo, Watson, deixaram de citar Brasília diretamente e adotaram conceitos universais como se quisessem conquistar outros espaços. Já o Sexy Fi não teve problemas em assumir o bairrismo. “Ser de Brasília é uma experiência única. Algo que sempre vale a pena ser dito desde que seja genuíno”, avalia o guitarrista Ivan. E a visibilidade não foi afetada, mesmo com temas tão próprios de Brasília. A banda foi destaque nacional e internacional (foi elogiado pela Times e pelo Guardian, por exemplo).

Depois de um show concorridíssimo de lançamento do primeiro CD, que ocorreu em uma casa no Lago Norte, o grupo planeja apresentação semelhante. Apresentação confirmada só a do projeto Todos os Sons, que acontece no Centro Cultural Banco do Brasil em julho.

 

Participe

O Sexy Fi trouxe as cenas de uma nova cidade para seu som. Apresente a sua música sobre Brasília. O Correio Braziliense faz uma homenagem aos 53 anos da cidade e quer ouvir o que os novos compositores e artistas tem a dizer sobre ela. O jornal lança o concurso cultural Canta, Brasília, que vai premiar a canção que melhor represente a grande aniversariante.

Para se inscrever, os participantes devem se inscrever no site do concurso no link www.correiobraziliense.com.br/canta-brasilia e mandar um vídeo com duração de uma a quatro minutos, com a letra original sobre Brasília de autoria própria ou de terceiro que tenha cedido os direitos autorais. Leia todo o regulamento na página do concurso e confira todos os requisitos.

Os vencedores serão escolhidos por uma comissão de representantes do Diários Associados, após votação do público, que elegerá cinco finalistas. Os prêmios são: uma guitarra da fabricante norte americana Fender, oito horas de gravação em estúdio, 30 segundos de veiculação da música vencedora nos intervalos da rádio Clube FM, bem como a publicação da íntegra da letra no caderno especial do aniversário de Brasília. Não dá para perder!
 

 

Ouça um trecho da música

 

https://soundcloud.com/sexyfi/pequeno-dicion-rio-das-ruas


Conheça a letra

Pequeno dicionário das ruas


"Moleque doido, faça o que eu faria
A vida é dura, a cama é macia

E mais um comédia vai rodar
Destino que não dá pra evitar
O pardal vai te pegar
O pardal vai te pegar

De peixe a véi, de véi a fi
A sua Kenner não pisa aqui

E já não sei mais como se faz
Aos trinta anos eu moro com os meus pais

Um é de rocha, dois é cabuloso
Três é esparrado, quatro é só o ouro

Oh, doido oh, doido, oh, doido, oh, doido
Oh, doido oh, doido, oh, doido, oh, doido

Boto fé, boto fé, boto fé, boto fé
Boto fé, boto fé, boto fé, boto fé

Moleque doido, faça o que eu faria
A vida é dura, a cama é macia

E mais um comédia vai rodar
Destino que não dá pra evitar
E o pardal vai te pegar
O pardal vai te pegar

De peixe a véi, de véi a fi
A sua Kenner não passa aqui

E já não sei mais como se faz
Aos trinta anos eu moro com os meus pais

Boto fé, boto fé, boto fé, boto fé
Boto fé, boto fé, boto fé, boto fé

Ah, ah, ah, ah, ah
Ah, ah, ah, ah, ah
Ah, ah, ah, ah, ah
Ah, ah, ah, ah, ah

Ah, ah, ah, ah, ah
Ah, ah, ah, ah, ah
Ah, ah, ah, ah, ah
Ah, ah, ah, ah, ah"

 

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