Jornal Correio Braziliense

Cidades

Administração vai punir donos de terrenos com entulho

Além de poluir o meio ambiente, o lixo acumulado e o mato que cresce nos lotes oferece um bom esconderijo a bandidos

A Administração do Lago Sul deu prazo até 25/06 para que lotes usados como depóstio de lixo sejam regularizados pelos proprietários. Caso isso não aconteça, o órgão fará a limpeza e o dono pagará a conta, que pode chegar a R$ 5 mil. Além da advertência, a Lei Distrital 3.233 prevê multa de 1,5% sobre o valor do imóvel. Se não for pago o percentual, o nome do responsável pelo espaço vai para a Dívida Ativa do DF e pode acabar também no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

A Sub-secretaria de Fiscalização (Sufis) e a administração identificaram 350 lotes em situação de risco. Até agora, 80% dos proprietários já foram notificados. Destes, 20% já concluíram a limpeza dos endereços. A orientação é que os terrenos fiquem sem lixo ou entulho. O mato também deve ser aparado. O administrador do Lago Sul, Paulo Zuba, acredita que os moradores têm razão de reclamar. ;Além da falta de segurança, o risco de doenças é muito grande;, disse ele.

Zuba aponta uma possível diminuição da violência no bairro com a medida. Segundo ele, os criminosos utilizam a pouca visibilidade dos lotes sujos para invadir residências e praticar roubos. ;Nossa intenção não é penalizar o morador, mas sim proporcionar mais qualidade de vida;, afirmou Zuba.

A prefeita da QI 17 do Lago Sul, Dinaura Nogueira, diz que em fevereiro os moradores da quadra já haviam acionado a administração sobre lotes com entulho. Segundo ela, havia espaços com tocos de árvores podadas, lixo e até uma carcaça de automóvel. ;Fotografamos tudo e encaminhamos para a administração. Um fiscal do SLU (Sistema de Limpeza Urbana) apareceu e notificou os moradores;, disse a prefeita.

Dinaura acredita que, além dos detritos tirarem a beleza do ambiente, existe um problema de saúde pública. ;Acho que se deve multar quem deixa sujeira. Algumas pessoas só entendem assim;, afirmou a moradora. Ela ainda apontou outro problema que também acha ser passível de punição. A queima de restos de podas que, segundo ela, deixa o ar pesado e agride a natureza.