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Correio Braziliense

Falta de anestesistas atrasa cirurgias no HRT

Hospital tem 23 profissionais, mas a quantidade seria insuficiente para atender a demanda e pacientes esperam em média três meses para serem operados


postado em 17/07/2008 11:37 / atualizado em 17/07/2008 13:56

Michel Antônio reclama de cirurgias remarcadas(foto: Victor Martins/Esp. CB/D.A Press )
Michel Antônio reclama de cirurgias remarcadas (foto: Victor Martins/Esp. CB/D.A Press )
Três meses, esse é o tempo médio de espera por uma cirurgia para quem está no ambulatório do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A causa da demora se deve a falta de anestesistas. O hospital tem 23 profissionais, mas a quantidade seria insuficiente para atender a demanda. A direção do local reconhece o problema e afirma que ele é antigo. Enquanto novos anestesistas não são contratados, a solução encontrada foi revezar os tipos de cirurgia, para cada uma de urgência é realizada uma eletiva, operação que é marcada com antecedência. A dona de casa Antônia Nunes da Silva, 58 anos, fazia uma faxina geral na casa quando escorregou e fraturou o ombro no chão. "No dia do acidente eu peguei ela e corri para um hospital particular. A médica disse que devido a idade dela e a gravidade da fratura não iria cicatrizar sozinho, precisava de uma cirurgia", relata o filho de Antônia, o consultor técnico Michel Antônio da Silva, 33 anos. A operação ficou orçada em R$ 25 mil, valor que a família não seria capaz de pagar. No mesmo dia, o consultor levou a mãe para o HRT. Era 2 de julho quando Antônia Nunes foi internada, 15 dias depois ela continua no hospital à espera da cirurgia. Diversas vezes, durante o período de internação, deram esperança à dona de casa que ela seria operada, mas sempre que chegava próximo do dia, a data era remarcada. "Sempre que desmarcavam diziam que era por falta de anestesista. A gente até vê que os médicos querem resolver logo, mas eles não tem condições de fazer", afirma Michel. Nessa semana, Antônia Nunes foi transferida do pronto socorro para os quartos, para que pudesse aguardar de forma mais confortável. Na mesma enfermaria onde ela estava, um homem, que havia quebrado as duas mãos em um acidente de moto, esperou 15 dias pela cirurgia, desistiu e foi embora do hospital sem o atendimento. Segundo a diretora do HRT, Sônia Salviano, há anestesistas, mas não o suficiente para realizar todas as operações. "O tempo de espera na cirurgia ambulatorial é de três meses. Mas, em casos prioritários, tão logo os exames estejam prontos, a cirurgia é feita", explica a diretora. Ainda de acordo com ela, o Subsecretário de Atenção à Saúde, Joaquim de Barros Neto, assinou a liberação para contratar mais anestesistas. Nos próximos 25 dias devem começar os processos de contratação.

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