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Correio Braziliense

Sucatas entopem pátios da PRF

 


postado em 25/07/2008 08:33 / atualizado em 25/07/2008 08:36

A falta de policiais no quadros administrativos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem impedido a corporação de cobrar diárias ou leiloar os veículos apreendidos no Distrito Federal e municípios do Entorno. Carros, motocicletas e até bicicletas se deterioram nos pátios dos cinco postos da PRF, localizados nas BRs 040 (saída de Brasília para a Região Sudeste), 060 (que vai para Goiânia) e 020 (caminho para o Nordeste). Dentre os 900 veículos estão modelos de luxo (como uma BMW) e carros fabricados há mais de 30 anos. O Código de Trânsito Brasileiro determina que a PRF deve aplicar e arrecadar multas, além de cobrar pela estadia e remoção de veículos. Mas o inspetor Laerte Maurício da Silva, chefe substituto do Núcleo de Policiamento e Fiscalização do 1º Distrito da PRF-DF, explica que a corporação não tem como realizar esses serviços sem que seja aberto concurso público para suprir a falta de equipe no setor administrativo. Só no 1º Distrito seria preciso dobrar o efetivo. “A Polícia Militar do DF tem cerca de 20 mil homens, nós temos 132 nas rodovias e 30 no administrativo”, desabafa. Quem não está nas ruas acaba sobrecarregado. É o caso do inspetor Darfe Diogo Borges Leite, que hoje reponde pelos setores de patrimônio, serviços gerais e financeiro-administrativo porque não tem com quem dividir as tarefas. Ele explica que um dos motivos dos 48 dias de greve, promovidos pela categoria em todo o país, foi justamente reivindicar o aumento do quadro de policiais e melhores condições de trabalho. Licitação Para cobrar diária dos proprietários dos veículos apreendidos, a PRF precisaria de um esquema de segurança com pátios cercados e guaritas. “Mas isso só pode ser feito por meio de licitação para escolher uma empresa que remova e guarde os veículos. Temos um efetivo muito pequeno, que atua nas rodovias e não pode ser deslocado para formar uma comissão de licitação”, completa o inspetor Laerte da Silva. Apreendidos pela falta de equipamentos obrigatórios, irregularidades nos licenciamentos ou por envolvimento em acidentes, a maioria dos veículos recolhidos foi abandonada pelos donos, que preferem deixá-los amontados nos pátios da PRF do que pagar as multas acumuladas. “Temos 114 veículos aqui. Alguns foram apreendidos em 2001”, acrescenta a inspetora Kênia Cristina de Moraes, adjunta-chefe do Posto de Cristalina (GO), na BR-040. Com o aumento da frota do Distrito Federal, que já passa de um milhão de veículos, as fiscalizações nas rodovias tendem a aumentar, assim como o número de veículos retidos. “Não podemos chegar ao ponto de não ter mais espaço para os veículos, porque a fiscalização não pode parar”, encerra Laerte da Silva.

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