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Correio Braziliense

Quadrilha de tráfico de drogas é desbaratada

 


postado em 21/08/2008 08:39 / atualizado em 21/08/2008 08:44

Depois de três meses de investigação, uma quadrilha com ramificações em Mato Grosso do Sul, Goiânia e Brasília foi desbaratada ontem pela polícia. Entre os oito presos, todos de classe média, um motorista do Senado Federal e dois estudantes da Universidade de Brasília (UnB). Com os acusados, foram apreendidos 3kg de haxixe, 100 selos de LSD, uma porção MDMA — matéria-prima para a fabricação de ecstasy, droga muito consumida em festas de música eletrônica conhecidas como raves. Também foram apreendidos sete carros, uma motocicleta, diversas ampolas de anabolizantes, um revólver calibre .38 e cerca de R$ 10 mil em dinheiro. A prisão dos acusados foi realizada com a cooperação da Polícia Civil de Goiás e a Polícia Federal de Mato Grosso do Sul. Segundo o delegado Luiz Alexandre Gratão Fernandes, da Coordenação de Repressão às Drogas da Polícia Civil do DF, Luciano Ortiz Lopes, preso em Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, enviava a droga para Goiânia, onde foram presos Thiago Borges Barbosa, 23, e Danilo Pereira Além Oliveira, vulgo Xexéu, 23 anos. Conexão Depois de separadas para venda na capital de Goiás, parte era trazida para Brasília. Alan Braga Costa, 30 anos, os estudantes da UnB Pedro Ivo Elias Viana, 21 anos e Rogério Fenner Santos, 20 anos, e o motorista do Senado Jefferson Enéas da Silva, 25, recebiam a droga em Brasília e vendiam em festas para usuários da capital, segundo a polícia. Alan, Pedro e Rogério foram presos no Distrito Federal. Eles serão acusados do crime de tráfico internacional de drogas. Jefferson, com quem foram apreendidos os anabolizantes, também deverá responder pela venda ilegal dos produtos. No início da noite de ontem, foi preso no Rio de Janeiro o oitavo integrante da quadrilha. Sannan Yamazaky Junior, 32 anos, fazia parte da conexão carioca do grupo. O delegado Luiz Alexandre contou que Ortiz fornecia droga para os dois grupos. “Ainda vamos investigar, mas possivelmente existe conexão com algum grande grupo internacional de tráfico de drogas”, afirmou. Os integrantes da quadrilha estão presos no Departamento de Polícia Especializada (DPE).

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