Cidades

Elefante e rinoceronte do Le Cirque estão a caminho de Brasília

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postado em 11/09/2008 19:16
Os dois últimos animais do Le Cirque que estavam em Mato Grosso do Sul estão a caminho de Brasília. O elefante africano e o rinoceronte branco do circo deixaram Campo Grande às 16h30 (17h30 em Brasília) desta quinta-feira (11/09) em uma carreta do circo, acompanhada por fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O órgão constatou que os bichos do circo sofriam maus-tratos no início de agosto, quando o grupo se apresentava em Brasília, e conseguiu determinação judicial para apreender os animais. Os donos da companhia saíram de Brasília e foram pegos em Campo Grande. Dos 26 bichos, apenas o elefante e o rinoceronte não tinham voltado para Brasília. O juiz da 1ª Vara Federal de Mato Grosso do Sul, Clorisvaldo Rodrigues dos Santos, determinou na terça-feira que os mamíferos fossem transferido para a capital federal. Os dois animais ainda não haviam deixado Campo Grande porque o elefante estava com a pata anterior direita machucada. Um veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que acompanhava seu estado de saúde, enviou na segunda-feira um relatório favorável a transferência do animal, já recuperado. O rinoceronte permaneceu em Campo Grande por ocupar a mesma carreta do elefante. Depois da viagem, que deve durar cerca de um dia e meio, eles irão ficar no Zoológico de Brasília, onde os outros bichos do circo estão desde o dia 24 de agosto, esperando o julgamento do caso. A transferência dos animais foi traumática: com pouco espaço durante os mais de mil quilômetros entre Campo Grande e o Distrito Federal, um pônei morreu e um camelo ficou em estado grave. O Projeto Grupo de Apoio aos Primatas (GAP) se voluntariou a bancar os custos e vai pagar os R$ 5 mil da transferência. Polícia Federal Por causa da demora em transferir os animais, a Justiça de MS determinou que a Polícia Federal fizesse a empresa cumprir a determinação. Segundo o dono do Le Cirque, George Stevanovich, a demora foi por causa de um problema mecânico no caminhão que está trazendo os animais. Stevanovich voltou a reclamar da apreensão dos bichos que viviam no circo, que considera injusta. ;Estão nos perseguindo, fizeram o circo dos horrores ai em Brasília;, disse. Memória O Le Cirque teve o alvará de funcionamento revogado pelo Ministério Público em agosto quando se apresentava em Brasília, após uma vistoria do Ibama constatar que os animais eram vítimas de maus-tratos. Em 12 de agosto, fiscais do órgão apreenderam dois chipanzés e um hipopótamo, que foram recuperados na Justiça pelo circo. O Ibama preparou, então, um laudo detalhado que comprovava o mau tratamento e a Operação Arca de Noé foi preparada para reaver os bichos. Antes, porém, os donos do circo ficaram sabendo da ação e fugiram com todos os animais na madrugada de 15 de agosto, mas as carretas foram interceptadas em Mato Grosso do Sul. A viagem de volta a Brasília, feita às pressas com todos os bichos, menos o elefante e o rinoceronte, causou exaustão. Um pônei não resistiu e morreu e uma camela teve sinais de desidratação.

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