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Correio Braziliense

Falso jornalista furta delegação argentina

 


postado em 29/09/2008 08:19 / atualizado em 29/09/2008 08:21

A Seleção de futsal da Argentina, que estréia na Copa do Mundo contra a China, quarta-feira, no Ginásio Nilson Nelson, sofreu um golpe no sábado. Um homem que se fez passar por repórter do jornal Clarín, que tem sede em Buenos Aires, se aproximou da comitiva e teve acesso aos quartos do grupo, no hotel Kubitscheck Plaza. O ladrão se aproveitou da intimidade conquistada e da saída de todos para o treino, por volta das 12h, e furtou pelo menos 19 passaportes de jogadores, técnicos e dirigentes. A Polícia Civil confirmou que os documentos foram levados, assim como notebooks, pen drives e equipamentos esportivos. Os integrantes da delegação e a gerência do hotel tentaram impor a lei do silêncio sobre o fato. Cada pessoa questionada respondia de uma maneira diferente. Dirigentes da Seleção argentina que não quiseram se identificar afirmaram nem ter ouvido falar do furto. Segundo eles, assuntos não relacionados aos treinamentos e partidas deveriam ser tratados com o assessor de imprensa da equipe, Gustavo Lourenzo. O técnico Fabián López apenas disse que só falaria de temas referentes ao esporte. O goleiro estreante Santiago Elías, por sua vez, disse que o roubo teria ocorrido no quarto dos chefes da delegação. Quando Lourenzo apareceu no saguão do hotel, disse que “foi apenas um probleminha e que quase tudo havia sido devolvido”. Ontem, durante o embarque dos jogadores no ônibus que os levaria ao ginásio do Centro Educacional La Salle, um dos locais de treinamento das equipes, uma funcionária da gerência do hotel, que se identificou como Geane, disse que nada havia acontecido. Quando questionada sobre a presença de policiais durante a tarde de sábado, justificou assim: “Temos uma relação próxima com os policiais da 5ª Delegacia, que cobre o Setor Hoteleiro. É comum vê-los no hotel”, disse. “Nos preocupamos com a abordagem de vocês aos jogadores aqui no saguão. Peço que compreendam”, falou, pedindo que a reportagem se retirasse. A recuperação dos documentos levados pelo golpista foi confirmada pela Federação Internacional de Futebol (Fifa). O porta-voz da federação, Andreas Werz, disse que o fato é lamentável e que espera que o culpado “receba o merecido castigo”. Apesar de a segurança ser um dos critérios considerados decisivos para a definição dos locais dos jogos da Copa do Mundo de 2014, ele não acredita que o furto atrapalhe a candidatura de Brasília como cidade-sede nem que manche a realização do torneio de futsal. “Isso poderia ter acontecido em qualquer cidade do mundo. Se apenas uma pessoa comete um ato desses, não será a Fifa que vai dizer que o Brasil não é seguro”, disse.

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