A falta de chuva dos últimos meses tem afetado o nível de água do ribeirão Pipiripau (DF e GO) e do córrego Taquara (DF), que compõem a bacia do rio Paranaíba. No dia 03/09, em assembléia realizada pela Agência Nacional de Águas (ANA), a Agência Reguladora de Águas e Saneamento do Distrito Federal (ADASA) e a Comissão de Acompanhamento do Ribeirão Pipiripau reuniram-se para criar regras de utilização da água da bacia. Na ocasião, foram delimitadas áreas onde haveria a interrupção da captação em um sistema de rodízio. São a nascente e a estação de monitoramento próxima à BR-020, a estação fluviométrica Pipiripau Montante Canal e a estação fluviométrica Taquara Jusante, próximas a Planaltina.
Após um mês, a chuva não voltou e nova reunião foi marcada para prolongar as decisões da assembléia anterior. O rodízio, além das áreas anteriores, atingirá também as empresas Antônio Mazurek e Campos Agrícola. O rodízio permanece, mas dessa vez também haverá redução no volume de água captado, pelas empresas, como a Caesb e por usuários.
A Caesb sofrerá em média uma redução de 100 a 150 litros por segundo. No ano passado, a vazão média do Pipiripau foi de 356 litros por segundo. Em setembro deste ano, a vazão chegou a 178 litros por segundo, quase a metade de 2007. O novo regime já está valendo desde o dia 01/11 e vai até 15/11, mas poderá ser prorrogado caso as chuvas não voltem. A fiscalização será feita pela ANA e ADASA que compartilham a gestão da bacia, pois o manancial pertence a União, mas corta áreas do Distrito Federal.
Os moradores do DF não precisam se preocupar com o redução no volume de água captado pela Caesb. A empresa garante que a medida não afeta nenhuma região do DF e que a distribuição está garantida.