Publicidade

Correio Braziliense

Sai licitação para novo bairro destinado a população de baixa renda

 


postado em 21/11/2008 08:38 / atualizado em 21/11/2008 08:39

O novo bairro do Distrito Federal terá oito mil casas e apartamentos com preços abaixo do mercado para a população de baixa renda. O Setor Mangueiral, entre São Sebastião e o Jardim Botânico, foi oficialmente lançado ontem pelo governo, que abriu licitação para construção das residências populares. Os imóveis serão erguidos por meio de uma parceria inédita com a iniciativa privada. A empresa que vencer a concorrência pública terá que construir as casas e vendê-las a um valor fixado pelo governo. Em troca, poderá explorar as áreas comerciais do novo bairro. As propostas serão abertas em 23 de dezembro. “Depois da licitação, vamos convocar os inscritos na lista para fazer uma habilitação. As obras devem começar até fevereiro e, seis meses depois, vamos entregar as primeiras 500 residências”, garante o presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab), Edo Freitas. Só poderão comprar os apartamentos a preços populares os inscritos na lista da Codhab. Os critérios de distribuição de moradia estão na Lei nº 3.877/06. É preciso morar no DF há mais de cinco anos, não ser nem ter sido proprietário de imóvel residencial na cidade e ter renda familiar até 12 salários mínimos. A colocação na lista do governo também leva em consideração o tempo de inscrição e a quantidade de filhos. Custo Os preços vão de R$ 89,6 mil, para um apartamento de dois quartos, até R$ 121 mil, valor de uma casa de três quartos. O Mangueiral terá 1,6 mil casas geminadas de dois cômodos, 3,2 mil residências geminadas de três quartos, além de prédios com quatro apartamentos de dois quartos por andar. O novo bairro fica em frente à Etapa 3 do Setor Jardim Botânico. São 200ha, avaliados em R$ 45 milhões, que serão repassados à iniciativa privada para a construção das casas populares. O presidente da Codhab explica que o governo quer expandir o sistema de parceria público-privada para a construção de moradias para a população de baixa renda em outras áreas. “Nosso objetivo é a busca de caminhos para viabilizar, com rapidez, a moradia de interesse social. O critério será sempre a lista da Codhab”, frisa Edo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade