Cidades

Delegacia especializada alerta para os roubos de fim de ano

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postado em 21/12/2008 10:15
A última muda de roupa escolhida, mala fechada, tudo pronto para sair de casa. Por todo o Distrito Federal, famílias, estudantes e trabalhadores se preparam para viajar e comemorar as festas de fim de ano com parentes, amigos ou conhecidos. Mas, enquanto terminam os preparativos para partida, pessoas estranhas observam a movimentação e elaboram planos nada amistosos. Indivíduos que esperam o primeiro sinal de que os lares encontram-se vazios para agir. E deixam para trás uma surpresa desagradável para os moradores: casas reviradas e bens pessoais ou de valor desaparecidos. Os furtos a residências tendem a aumentar durante os feriados de Natal e ano-novo. A Delegacia de Repressão a Furtos mantém um ranking das cidades mais visadas pelos ladrões. Ceilândia aparece em primeiro lugar, seguida por Taguatinga e Samambaia. Brasília está em 10º lugar. Mas o ranking não reflete a realidade, pois depende das ocorrências registradas. ;E nem todo mundo procura a polícia ao descobrir a casa furtada, o que produz cifras negras nas estatísticas, que são os pontos onde não sabemos que ocorrem furtos;, explicou o delegado-adjunto da DRF, Marco Antônio de Souza Silva. Ele defende o registro das ocorrências para que os policiais descubram os locais mais vulneráveis. Em Brasília, os pontos mais visados pelos bandidos são o Lago Norte e o Lago Sul, sendo que a primeira região administrativa apresenta um número maior de ocorrências do que a segunda. As estatísticas também mostram índices altos de furto nas asas Sul e Norte, especialmente nas quadras 200 e 400. Os alvos dos criminosos não se restringem a casas e apartamentos. Itens deixados no interior de veículos, desde aparelhos de som e mochilas a bolsas e casacos fazem parte dos objetos que costumam ser furtados nessa época do ano. Para não se tornar mais uma vítima, alguns cuidados são necessários. A DRF preparou uma cartilha com dicas sobre como evitar furtos a residências (veja arte). ;As pessoas precisam entender que o bandido é observador. Ele fica de olho no que os outros fazem, à espera de uma oportunidade. Só vai agir quando todas as evidências apontarem que não há ninguém em casa. Se ele ficar na dúvida, a possibilidade de escolher outro alvo é grande;, argumentou o delegado Marco Antônio. O fato de o criminoso preferir não entrar em contato direto com a vítima não significa que ele deixa de ser perigoso. ;Aconselhamos a todos que se depararem com um ladrão dentro de casa ou de um veículo que não reajam e procurem a polícia o quanto antes;, alertou o delegado. Ele explicou que bandidos desse tipo, na maioria dos casos, não carregam armas. Mas que isso não é uma regra e existe uma pequena parcela que não só anda armada como possui um comportamento agressivo. ;São pessoas que, se sentirem ameaçadas, podem transformar uma tentativa de furto em latrocínio (roubo seguido de morte);, acrescentou. Vizinhos ligados A professora Regina Maria Bonadio Cunha, 56 anos, mora no Lago Norte há 18 anos e não deixa de ficar preocupada toda vez que a família viaja. Apesar de a residência onde mora nunca ter sido furtada, o mesmo não pode ser dito dos outros imóveis da rua. ;Tem uma casa que foi assaltada três vezes nos últimos anos e tiveram que colocar uma cerca elétrica para evitar novas experiências desagradáveis.; Para se precaver da ação de bandidos, Regina toma precauções. Ela equipou a casa com alarme, sistema de vigilância e cão de guarda. Além disso, pediu para um sobrinho tomar conta da residência durante o ano-novo, já que vai viajar. E ainda conversou com vizinhos para entrarem em contato em caso de qualquer anormalidade. ;Estamos sempre em contato uns com os outros. Uma vez, minha filha saiu de casa e esqueceu a porta aberta. Meus vizinhos viram e se revezaram na frente de casa até chegar alguém.; Atitude semelhante adotam os moradores da rua da analista de comércio exterior Thaís Mendonça, 25 anos, no Guará. ;Sempre que alguém viaja, os vizinhos avisam para ficar de olho. Mas acho que aqui não corremos tanto perigo, mesmo porque algumas casas têm câmeras de vigilância e a rua é fechada;, afirmou. Ela pretende viajar para visitar parentes no interior de São Paulo no ano-novo e acredita que a casa ficará segura sob a responsabilidade da doméstica, que trabalha para a sua família há mais de 10 anos.

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