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Correio Braziliense

Confirmado quinto caso de leishmaniose

 


postado em 06/01/2009 08:16 / atualizado em 06/01/2009 08:21

O vendedor ambulante Mauro Antônio de Araújo, 46 anos, internado desde 18 de novembro passado, teve mesmo leishmaniose. O resultado que faltava para confirmar ou descartar a doença ficou pronto ontem pela manhã. De acordo com a Secretaria de Saúde, mesmo sem ter o diagnóstico definitivo o homem foi tratado da doença e chegou a se curar. O motivo de ele estar internado em coma no Hospital Regional do Paranoá é um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Com o quinto caso confirmado, o número de vítimas em 2008 supera o de 2007, quando três pessoas foram infectadas. O boletim médico divulgado no fim da tarde pela Secretaria de Saúde revela que o estado de saúde dele continua grave. Mauro Antônio tem a pressão mantida por medicamentos, respira com a ajuda de aparelhos e está sem reflexos. Ele está na Unidade de Terapia Intensiva do hospital e não tem previsão de alta. De acordo com a família, Mauro Antônio seria liberado no dia 28 de dezembro. Muito abalada, a mulher de Mauro Antônio, a dona-de-casa Maria Célia Alves da Silva, 50 anos, não entende como o quadro de saúde do marido piorou tanto em tão pouco tempo. “Me explicaram que derrame pode dar de uma hora para outra. Mas não me conformo. Dia 24 eu conversei com ele. Estava bonzinho, doido para voltar para casa e depois acontece isso”, comentou, em prantos. Mauro Antônio foi internado no dia 18 de novembro, no Hospital Regional da Asa Norte, com fortes dores nas costas e febre alta. Uma biópsia despertou a suspeita de leishmaniose, que o governo só confirmou ontem. Dos cinco casos confirmados da doença em 2008, quatro ocorreram na Fercal, em Sobradinho. Quando surgiram as primeiras suspeitas de que Mauro Antônio estava com a doença, funcionários do governo montaram armadilhas na casa do paciente para tentar capturar o mosquito transmissor e também fizeram exame de sangue no cachorro da família. Não encontram o mosquito e nem o cachorro estava doente. Como Mauro Antônio trabalhava no Lago Sul, a família suspeita que ele tenha contraído a doença naquela região. “Eu espero que ninguém passe pelo que estou passando. É uma dor muito grande”, resumiu Maria Célia.

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