Publicidade

Correio Braziliense

Aeroporto terá táxi pré-pago

Pelo sistema, que aguarda parecer da Procuradoria do DF, brasilenses desembolsariam valor fixado no guichê, a exemplo de outros estados, escapando da enorme fila que se forma hoje no desembarque


postado em 07/01/2009 08:13 / atualizado em 07/01/2009 08:16

A enorme fila para pegar táxis no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, no último fim de semana, não ocorreu por acaso. Segundo a Secretaria de Transportes, a dificuldade de se conseguir um táxi costuma ser comum nos dias de grande movimentação no aeroporto, como às quintas e sextas-feira. Motivo pelo qual o GDF tem estudado outros meios para diminuir os transtornos dos passageiros, como o projeto de táxi pré-pago, que aguarda parecer da Procuradoria do Distrito Federal para entrar em processo de licitação. “Essa é uma tentativa de diminuir as filas de espera”, afirma o subsecretário de Transportes, José Geraldo de Oliveira Melo. O projeto de táxi pré-pago segue modelos adotados com sucesso em aeroportos de outras capitais, como Rio de Janeiro e São Paulo. Ele funcionaria da seguinte maneira: ao sair da sala de desembarque, o passageiro se depararia com guichês onde seriam oferecidas corridas a preços pré-estabelecidos para diferentes pontos do Plano Piloto e outras cidades do DF. Por meio do pagamento e escolha de uma corrida, a pessoa poderia pegar um táxi na saída do aeroporto sem enfrentar filas. A expectativa é de que haja sempre 10 carros disponíveis para atender os passageiros. “A vantagem desse sistema é que o cliente não tem que pagar a mais em caso de trânsito, visto que o preço é controlado por tabela”, acrescentou José Geraldo. O transtorno dos passageiros no aeroporto foi mostrado pelo Correio, na edição de ontem. Teve gente que ficou até 40 minutos, no domingo, esperando a vez de pegar um táxi. O novo sistema agrada aos taxistas. “Se for melhorar o serviço e o atendimento ao usuário, acho bom. Brasília tem que se atualizar, caso queira estar preparada para atender a demanda que vai ter ao abrigar eventos como a Copa do Mundo”, opinou Maria do Bomfim, presidente do Sindicato dos Taxistas. O taxista Júlio Alves Ramos, 53 anos, também não acha ruim a iniciativa. “Não tenho conhecimento desse projeto. Mas se acreditam que é mais vantajoso para todos, acho que deve ser bom”, comentou. Não é o que pensa Michael Almeida Ribeiro, 22, também motorista de táxi. “Prefiro do jeito que está. Não tenho do que reclamar”, afirmou. Para os passageiros que desembarcam em Brasília, é melhor contar com um número maior de opções. É o caso do técnico Jaime Costa Lima, 52 anos. Ele chegou ontem de Belém (PA) e não sabia se ligava para um amigo pegá-lo no aeroporto ou arriscava uma corrida de táxi. “O problema aqui é que mais difícil combinar um preço para a corrida com o taxista. Em outras cidades, isso é comum. Se houvesse um guichê com preço fixo, acho que ia preferir essa opção”, contou. O projeto de táxi pré-pago não é a única opção com a qual o governo trabalha para desafogar o aeroporto. O metrô de superfície, também conhecido como Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), está próximo de sair do papel. As obras aguardam apenas a permissão, que será votada no Senado, para serem iniciadas. A expectativa é de que elas comecem entre fevereiro e março. O VLT irá ligar o aeroporto à W3 Sul e ao Eixo Monumental. Além do VLT, o governo ainda tentou adotar outra medida comum em outros estados. Trata-se do ônibus executivo com ar-condicionado (conhecido como frescão) que faz o transporte de passageiros a diversos pontos da cidade por preços reduzidos. A Secretaria de Transportes pretendia adquirir quatro ônibus. Mas os planos de comprá-los foram adiados.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade