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Correio Braziliense

Incidência de raios aumenta 73% em 2009

 


postado em 24/01/2009 12:00 / atualizado em 24/01/2009 12:10

A incidência de raios no Distrito Federal neste início de ano é 73% maior que no mesmo período de 2008. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), responsável por monitorar o fenômeno no Brasil. De 1º a 22 de janeiro do ano passado, caíram 539 raios na região, contra 935 registrados em 2009. Coordenador do grupo de eletricidade atmosférica do Inpe, Osmar Pinto explica que, normalmente, a época de maior incidência de raios, em todo o país, é o verão – de dezembro a março. No entanto, ele alerta para a possibilidade de que, esse ano, o período se estenda até abril. “O fenômeno La Niña, que representa um resfriamento das águas do oceano Pacífico Equatorial, está em evolução. A expectativa é que o pico ocorra em março, quando a temperatura das águas devem estar na ordem de 1,5ºC. Embora a temperatura decline, esse é um processo demorado”. Com o resfriamento, a formação de nuvens diminui, o que influencia toda a circulação de ar no continente. Classificação O especialista destaca que, no DF, a incidência de raios é considerada alta. Segundo ele, a densidade média na região é de cinco a seis raios, por km², por ano – abaixo de cinco a incidência é média, acima de 10, muito alta. Osmar Pinto esclarece, no entanto, que não há uma causa específica para o fenômeno. “O DF é uma localidade urbana, mas ao contrário de outras regiões como a grande São Paulo, não há um agente predominante. É uma combinação deles”. As correntes de ar quente e úmido que vêm da Amazônia e a urbanização são as causas de maior destaque. Brasil O número de mortes ocasionadas por raios no país já ultrapassou o recorde, que havia sido em 2008. Até esta quinta-feira, 13 pessoas morreram, contra 10 no ano passado. O especialista alerta que, por conta da previsão de uma temporada de raios mais longa, o número de mortes deve permanecer elevado. Prevenção Pinto ressalta duas formas de prevenir acidentes ocasionados por raios: ficar dentro de um carro, ou de uma casa (local fechado), ao notar a aproximação de tempestades. “O carro é a situação ideal”. Em casa, o especialista destaca, ainda, outras medidas necessária: não usar chuveiro elétrico, evitar ficar perto de grandes objetos metálicos como geladeiras, não falar ao telefone com fio nem ao celular quando ligado ao carregador. “No ano passado, três pessoas morreram no Goiás, por conta de aparelhos que estavam carregando no momento da tempestade”.

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