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Correio Braziliense

CÃES DE SALVAMENTO - REFAZER

 


postado em 02/02/2009 17:00 / atualizado em 01/02/2009 18:52

Em São Paulo, cães farejadores ajudaram na busca por sobreviventes nos escombros da Igreja Renascer, quando o teto desabou em 18 de janeiro e soterrou várias pessoas. Aqui em Brasília, os bombeiros também utilizam o apoio desses animais para encontrar desaparecidos. Eles moram e são treinados no 1º Batalhão de Busca e Salvamento. Segundo o soldado Daniel Barrela, os cães são treinados para encontrar pessoas desaparecidas, estejam elas vivas ou não. A preferência por utilizar a raça Labrador é devido à resistência, o instinto de caça e a docilidade. “Como o trabalho é voltado na busca de pessoas e geralmente as vítimas e os parentes estão mais sensíveis e fragilizados com a situação, a docilidade do labrador passa uma imagem que tranquiliza as pessoas“, disse Barrela. O treinamento é baseado na socialização e adestramento do animal. Desde filhotes, por volta de dois meses de vida, os cães são levados para locais que tenham mata e água, para começarem a reconhecer os lugares e mais tarde conseguir identificar a pessoa desaparecida. Outra fase do adestramento é fazer uma seleção de objetos. O objetivo é que os cães identifiquem-no e consigam associá-lo de alguma forma com a pessoa a ser procurada. Geralmente, o objeto mais usado para treinar o animal a identificar um morto é um tubo de PVC, pois é inserida carne de porco em decomposição. Dessa forma, escondem ou enterram para que o cachorro sinta o odor e associe a uma pessoa morta. A indicação quando o cachorro acha alguém é por meio de latidos. Segundo o soldado, em casos de busca na água, está comprovado que o cachorro consegue encontrar um corpo em decomposição que esteja há cerca de 1m da superfície. “Dificilmente temos buscas na água. Os cachorros estão treinados para atuar em buscas em escombros e matas, sendo que 95% dos casos de desaparecimentos de pessoas é na mata”, explicou. De acordo com Barrela, em 99% dos casos de busca, o cachorro acerta onde está a pessoa desaparecida. Quando o animal atinge oito anos de idade, ele é aposentado. Isto é: come, bebe, dorme e brinca. “Estamos sempre brincando com os cachorros, levando-os para passear e também para mergulhar no Lago Paranoá. Eles adoram água”, disse Barrela. Cada militar do 1º Batalhão é responsável por, pelo menos, um cachorro. No momento, o batalhão conta com cinco cães adestrados e quatro ainda em treinamento. Mas eles não treinam diariamente. Os filhotes são adestrados em dias alternados, enquanto os adultos treinam um dia e descansam por três. De acordo com Barrela, com um ano de vida, o cachorro já está pronto para trabalhar. Na hora de um salvamento, os cães são postos na parte de trás da viatura, que tem seis canis instalados e um umificador de ar.

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