Cidades

Comissão de Direitos Humanos faz vistoria no Hospital São Vicente de Paula

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postado em 09/02/2009 14:03
Uma denúncia sobre as condições precárias no Hospital São Vicente de Paula, em Taguatinga Sul, levou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF até o local, nesta manhã (9/1). Segundo a reclamação, cerca de 14 pacientes com transtornos mentais estariam dormindo no chão por falta de leitos. A visita também contou com a presença dos Conselhos Regionais de Medicina e de Psiquiatria e da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do DF (OAB-DF). [VIDEO1] Foram pouco mais de uma hora de vistoria. Representantes da OAB-DF, dos Conselhos e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputada distrital Érika Kokay, percorreram cada cômodo do prédio. Funcionários, pacientes e o diretor da unidade, Ricardo Lins, também foram ouvidos. Durante a visita, uma mulher foi encontrada dormindo em um colchão no chão. Lins afirmou que a paciente teria tirado o colchão da cama, no entanto, acabou admitindo a falta de leitos. ;O problema se agrava porque pacientes de outras cidades procuram atendimento aqui, o que termina inchando o sistema no DF;, justificou o diretor. Nesta manhã, na emergência faltavam cinco leitos para atender a demanda. De acordo com funcionários esta é uma situação corriqueira. O diretor do hospital ainda disse que o trabalho da unidade já esteve bem pior. Atualmente, o São Vicente de Paula tem 83 leitos. Mas, segundo ele outros 30 devem ser inaugurados ainda este ano. ;Nós não tínhamos sequer roupas de cama;, afirmou. Na avaliação de Érika Kokay, a falta de medicamentos e de uma equipe efetiva também tem prejudicado o tratamento dos internos. ;Um único hospital não pode atender todo o DF. O certo seria que cada cidade tivesse sua clínica. A legislação exige que onde tiver 200 mil habitantes deve existir um Centro de Atenção Psico-Social (CAPS);, defendeu Kokay. A deputada ainda lembrou que foram cinco anos de luta para que o hospital conseguisse chuveiros elétricos, roupa de cama e a reforma do teto. ;Só em Ceilândia deveriam ter 10 Caps;, completou. Orçamento A deputada ainda criticou a verba destinada a pacientes psiquiátricos. ;Hoje o DF tem disponível R$ 700 mil. É um valor irrisório e que não consegue resolver os problemas. Comparado ao valor destinado a publicidade é insignificante;, criticou. Kokay ainda mandou um recado ;A Secretaria de Saúde precisa acabar com o gerúndio. Em resposta aos nossos questionamentos é sempre ;Estamos fazendo ou providenciando e nada é feito;. O representante da OAB-DF, Olavo Viana, disse que irá preparar um documento e encaminhar a Secretaria. Kokay informou que solicitará um encontro também.

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