Publicidade

Correio Braziliense

Intensidade máxima de raios ultravioletas

 


postado em 07/03/2009 08:30 / atualizado em 07/03/2009 08:21

Em um verão de chuvas esparsas e muito sol, as sombrinhas não saíram das mãos do brasiliense. O adereço serviu tanto para se proteger da chuva que caiu à noite quanto para conter o sol. A temperatura chegou a 31ºC na tarde de ontem e o índice de radiação ultravioleta dos últimos dias é considerado extremo. A intensidade dos raios chegou ao nível 13, em uma tabela que vai até o 14 (veja quadro). A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de mais calor no fim de semana: a máxima prevista hoje e amanhã é de 29ºC. O índice UV varia com a nebulosidade e a altitude da região. Nessa época do ano, as cidades do DF ficam mais suscetíveis aos raios porque o céu está quase sempre limpo, com poucas nuvens que ajudem a filtrar a radiação. Apesar da chuva de ontem e de o Inmet prever pancadas para hoje à tarde, o sol aparecerá por muito tempo. Além disso, o DF está localizado cerca de mil metros acima do nível do mar — a atmosfera por aqui é mais estreita que em cidades litorâneas, por exemplo, o que significa menos barreiras contra o sol. O nível de radiação muda de acordo com a estação. “No verão, o índice é mais alto. No inverno, diminui. Ele também muda de acordo com o horário. De manhã, é mais baixo e por volta do meio-dia, com o sol na nossa cabeça, atinge o valor máximo”, explicou a física e pesquisadora do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), Simone da Costa. Segundo ela, o valor 13, considerado extremo, é comum nesta época, mas é recomendável tomar alguns cuidados para se proteger dos raios. Para caminhar no centro de Taguatinga, Jorge Vagner, 44 anos, acoplou uma sombrinha ao suporte que usa para transportar o filho. “Mas agosto vai ser ainda mais quente”, adiantou. Três tipos Os raios ultravioletas são divididos em três tipos. Um deles, o UVB, é o principal causador do câncer de pele. A radiação é mais intensa no período de 10h às 15h. “O protetor solar não é suficiente para evitar essas patologias”, avalia a dermatologista Roula Kozak, coordenadora de Ações Programáticas para o Câncer de Pele da Secretaria de Saúde. “Atividades de exposição ao sol devem ser feitas, preferencialmente, no fim da tarde.” Andar sob o sol, ainda que com roupas e peças que protejam o corpo, pode causar danos à saúde. A radiação UVA, emitida durante todo o dia, é responsável pela degeneração do colágeno. O fenômeno pode provocar o envelhecimento da pele. Manchas, pintas e caroços são indicativos de várias patologias, além do câncer. Histórico familiar e tendência genética também são importantes no desenvolvimento de problemas cutâneos. A dermatologista Diva Maria Previtera, segunda-secretária da Sociedade Brasileira de Dermatologia, diz que hidratação constante e fotoproteção são os principais cuidados a serem tomados. Caminhadas somente com o uso de bonés e óculos escuros. E os hábitos preventivos devem ser introduzidos desde a infância. » Ouça entrevista com a dermatologista Roula Kozak


Proteja-se O índice ultravioleta é uma medida da intensidade da radiação solar que atinge a superfície da Terra e tem efeito sobre a pele humana. A tabela vai do 1 ao 14. Especialistas indicam cuidados específicos para cada nível de intensidade dos raios: 1 e 2 (baixo) - Com protetor solar, é possível tomar sol tranquilamente 3 a 5 (moderado) - Procurar locais com sombra e usar camisa, boné e protetor solar 6 e 7 (alto) - Procurar locais com sombra e usar camisa, boné e protetor solar 8 a 10 (muito alto) e 11 a 14 (extremo) - Evitar o sol nas horas mais críticas, das 10h às 16h. Usar camisa, boné e protetor solar. Fonte: Cptec

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade