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Correio Braziliense

Novacap tem novo senhor das flores

 


postado em 20/05/2009 14:19 / atualizado em 21/05/2009 07:50

Levou mais de dois meses para que o lugar ocupado há 40 anos pelo “jardineiro fiel”, Ozanan Coelho, tivesse um “novo dono”. Há 16 dias, Daniel Marques, de 63 anos, assumiu uma responsabilidade nada fácil: a de substituir o engenheiro agrônomo que criou todos os jardins e gramados da capital federal. À frente do Departamento de Parques e Jardins (DPJ) da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), o atual chefe do DPJ conta os principais desafios e projetos da nova gestão. Diferentemente de Ozanan que saiu de Barbalha, no Ceará, para arborizar a capital do Brasil, Daniel Marques é natural de Anápolis, cidade a 160km de Brasília. “Eu não vim para Brasília, Brasília é que veio para mim”, brinca. Mesmo tendo nascido na cidade goiana, Marques morou a maior parte de sua vida em Planaltina, cidade satélite do DF. “Na época não tinha hospital em Planaltina, foi um dia de viagem para minha mãe chegar em Anápolis, conta ele”. Terceiro de seis filhos, o chefe do DPJ fez o curso primário e secundário em Planaltina, já o ensino médio no Elefante Branco e no antigo Centro Integrado de Ensino Médio da Universidade de Brasília (UnB). “Na década de 60 não tinha o curso de agronomia na UnB, por isso tive que me mudar para Goiânia”, conta. De volta a Brasília, em 1970, Marques passou no concurso da Secretaria de Educação, e passou a lecionar matemática. Em seguida, passou para o cargo de engenheiro agrônomo da Fundação Zoobotânica, na época ligada a Secretaria da Agricultura. Ele ainda exerceu os cargos políticos de deputado distrital (por dois mandatos), e administrador regional de Planaltina. Marques também esteve à frente da Secretaria de Agricultura do DF, no período de 14 de dezembro de 2004 a 20 de março do ano seguinte. A excelência dos jardins Antes de deixar o cargo, Ozanan revelou sua preocupação em levar as cidades-satélites ao mesmo nível de arborização do Plano Piloto, Sudoeste, lagos Sul e Norte, fato compartilhado com Marques. Segundo ele, essa é uma das principais prioridades da nova gestão. “É muito importante fazer o contra-fluxo para que essas cidades tenham vida própria. Ainda não temos condições de levar esta cultura nas regiões”, afirma. No entanto, o chefe do DPJ conta que a idéia é fazer um contato com as administrações (RA's) e a Secretaria de Educação. “Falta a cultura de querer ver a cidade bonita. Como administrador, vi muitos jovens arrancarem flores de jardins sem motivo. É preciso fazer um trabalho nas escolas e implementar canteiros e parques nestes locais”, conclui.

Equipe do DPJ com novo senhor das flores(foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press )
Equipe do DPJ com novo senhor das flores (foto: Gustavo Moreno/CB/D.A Press )
Entre os desafios também está o de modernizar o órgão. “A estrutura é a mesma há 30 anos. O governador garantiu que dará todo o suporte para reorganizar administrativamente o DPJ. Precisamos dinamizar mais nossos serviços”, explica Marques. A terceira das prioridades é de substituir alguns equipamentos. “Com o passar dos anos as máquinas para irrigação e manutenção das áreas ficaram muito velhas. O projeto para equipar os departamentos já estão prontos, agora só falta aprovar”, diz otimista.

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